Uso sem prescrição médica pode causar sérios efeitos adversos e preocupa especialistas em saúde
Mulher passa mal após usar caneta emagrecedora ilegal comprada em redes sociais, alerta para os perigos da automedicação.
Caso em São José do Rio Preto chama atenção para canetas emagrecedoras ilegais
Em dezembro de 2025, uma mulher de 41 anos residente em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, passou mal após aplicar uma caneta emagrecedora adquirida ilegalmente por meio das redes sociais. A chave do caso está nos riscos envolvidos no uso de medicamentos sem prescrição médica e sem controle sanitário.
A mulher adquiriu o produto após se deparar com anúncios que prometiam emagrecimento rápido e resultados milagrosos. O item chegou importado do Paraguai, embalado sem orientações ou acompanhamento profissional.
Sintomas após a aplicação e atendimento emergencial
Sem prescrição e sem informar familiares, a mulher aplicou uma dose única da substância no dia 3 de dezembro. Poucas horas depois, sentiu náusea, fraqueza, dor de cabeça, respiração acelerada, formigamento nas extremidades e taquicardia. Procurou atendimento médico e foi encaminhada a um hospital, onde realizou exames e recebeu medicação adequada. Apesar da gravidade dos sintomas, não houve necessidade de internação.
Alerta de especialista sobre os perigos da tirzepatida sem controle
Flávio Pirozzi, endocrinologista e vice-presidente da Associação Brasileira de Diabetes em São Paulo, explica que muitas canetas emagrecedoras ilegais contêm tirzepatida, medicamento aprovado oficialmente apenas para pacientes com diabetes tipo 2 e que deve ser usado sob rigorosa supervisão médica.
Segundo ele, a importação, venda e uso de versões não registradas pela Anvisa são proibidos. Produtos contrabandeados oferecem riscos sérios, pois o usuário desconhece a verdadeira composição da substância aplicada.
Crescimento das apreensões reforça a ilegalidade do comércio
Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que o contrabando dessas canetas tem crescido no estado de São Paulo. Em 2025, cerca de 18 mil unidades foram apreendidas, e somente no início de 2026 quase mil já foram recolhidas na região noroeste paulista.
Reflexão sobre o impacto das redes sociais e a busca por soluções rápidas
A mulher envolvida no caso relatou medo e choque com os efeitos adversos. Ela reforçou a importância de não confiar em produtos vendidos sem garantia e sem acompanhamento médico, ressaltando que saúde deve prevalecer sobre resultados estéticos imediatos.
Considerações finais
O episódio serve como alerta para a população sobre os perigos do uso de canetas emagrecedoras ilegais e reforça a necessidade de se buscar orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento para emagrecimento. O controle sanitário e a fiscalização das autoridades são fundamentais para proteger a saúde pública contra riscos decorrentes do comércio ilegal desses medicamentos.
Fonte: baccinoticias.com.br
Fonte: Reprodução
