O podcast do Folha de Curitiba desta segunda-feira, 15 de dezembro, recebeu um convidado que dispensa apresentações e provoca risadas antes mesmo da primeira piada: Diogo Portugal. Curitibano, pioneiro do stand-up no Brasil e criador do Risorama, o humorista participou de uma conversa leve, intensa e cheia de histórias que misturaram humor, bastidores da carreira e reflexões sinceras sobre o papel da comédia nos dias de hoje.
Durante a entrevista, Diogo relembrou o início da trajetória, quando o stand-up ainda precisava ser explicado para donos de bares e para o próprio público. Entre personagens icônicos, vídeos que viralizaram no começo do YouTube e participações históricas na televisão, ele contou como percebeu cedo que aquele formato seria tendência. Com bom humor e autocrítica, afirmou que estourou na hora certa, em um tempo com menos concorrência e mais espaço para experimentar, errar e acertar diante de plateias curiosas.
O papo também passou pelo humor político, pelo politicamente correto e pelos riscos de fazer piada em um país cada vez mais polarizado. Diogo defendeu o humor como crítica inteligente e ferramenta de reflexão, destacando que piadas difíceis exigem ainda mais técnica, responsabilidade e criatividade. Entre risadas, explicou por que acredita que há espaço para todos, desde que cada comediante encontre sua própria voz e trabalhe com autenticidade, sem se render apenas à militância ou à moda do momento.
Encerrando a conversa, o humorista falou sobre maturidade, resiliência e os altos e baixos da carreira, revelando que a comédia não nasce da felicidade plena, mas do incômodo, do erro e até da desgraça cotidiana. Para Diogo Portugal, rir é uma forma de sobrevivência coletiva. Em tempos de cansaço político, crises e excesso de tensão, a comédia segue sendo esse respiro necessário que diverte, provoca e, sobretudo, humaniza.
