Com a liquidação extrajudicial da Will Financeira, o Fundo Garantidor de Créditos enfrenta aumento significativo na exposição financeira
Liquidação do Will Bank amplia rombo do Fundo Garantidor de Créditos para cerca de R$ 50 bilhões, pressionando o sistema financeiro brasileiro.
A liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., popularmente conhecida como Will Bank, representa um novo capítulo na crise que atinge o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Com a decisão tomada pelo Banco Central em janeiro de 2026, o rombo do FGC, que já se aproximava de R$ 40,6 bilhões devido à liquidação do Banco Master, deve alcançar a cifra de R$ 50 bilhões após a inclusão dos passivos do Will Bank.
Expansão do rombo do FGC com a liquidação do Will Bank
De acordo com dados do IFData, sistema do Banco Central que consolida informações contábeis das instituições financeiras, a Will Financeira possuía R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo até setembro do ano anterior, último balanço disponível. Por se tratar de passivos financeiros garantidos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, a liquidação da instituição ampliará significativamente a exposição do fundo.
Contexto da aquisição e controle do Will Bank
Criado em 2017, o Will Bank foi adquirido em 2024 por Daniel Vorcaro, tornando o Banco Master seu controlador majoritário. A compra visava expandir a base de clientes do banco digital, que possuía forte atuação no Nordeste brasileiro. Entretanto, a crise financeira evidenciada pela inadimplência junto ao arranjo da Mastercard culminou na intervenção do Banco Central.
Medidas judiciais e administrativas do Banco Central
Após a liquidação extrajudicial, o Banco Central decretou a indisponibilidade dos bens dos sócios do Banco Master, incluindo Daniel Vorcaro, e demais administradores associados. Além disso, foi determinado o afastamento dos gestores da Will Financeira e a nomeação de um liquidante responsável por administrar ativos, apurar irregularidades e conduzir o pagamento dos credores conforme a legislação vigente.
Impactos e desafios para o sistema financeiro
A ampliação do rombo do FGC para cerca de R$ 50 bilhões representa um desafio significativo para a estabilidade financeira do país. Quanto maior o volume de depósitos a prazo concentrado em uma única instituição, maior é a vulnerabilidade do fundo em casos de liquidação. Esse cenário reforça a necessidade de monitoramento rigoroso e políticas eficazes para prevenir riscos sistêmicos no setor bancário.
Procedimentos para investidores e credores
Com a liquidação da Will Financeira, as atividades da instituição foram imediatamente suspensas. Investidores com depósitos garantidos devem acompanhar os comunicados oficiais do FGC para orientações sobre como solicitar o ressarcimento dos valores até o limite garantido. A nomeação do liquidante marca o início do processo administrativo para recuperação e pagamento dos credores.
A situação da Will Bank e do Banco Master evidencia os desafios enfrentados pelo Fundo Garantidor de Créditos em proteger os investidores e preservar a confiança no sistema financeiro nacional.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Divulgação
