Durante uma entrevista realizada por Natuza Nery e Andréia Sadi, o candidato do Novo, Romeu Zema, respondeu a uma série de perguntas sobre suas propostas e desafios políticos. A conversa destacou a relação do Brasil com os Estados Unidos, onde Zema foi questionado sobre como lidaria com as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil e se consideraria retaliar essas medidas.
Outro ponto abordado foi a segurança pública, onde Zema foi lembrado de sua intenção de seguir o modelo implementado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. A jornalista Andréia Sadi inquiriu Zema sobre a aplicabilidade desse modelo no Brasil, considerando que várias das medidas adotadas naquele país são vistas como inconstitucionais no contexto brasileiro.
A questão ambiental também foi pauta da entrevista, com Sadi questionando Zema sobre possíveis mudanças na legislação ambiental. O candidato afirmou que a legislação atual não apenas falha em proteger o meio ambiente, mas também considera-a ineficaz, referindo-se a ela como "burra". Ele foi instado a explicar sua postura, especialmente em relação à renúncia fiscal que beneficiou a Eletrozema, empresa associada à sua família, durante sua gestão em Minas Gerais.
Zema também se manifestou sobre o trabalho infantil, sendo confrontado com um vídeo em que expressa sua visão sobre o tema. A jornalista questionou a consistência de sua posição ao perguntar se ele acredita que o lugar de uma criança é na escola.
A entrevista abordou ainda a relação de Zema com o Supremo Tribunal Federal (STF). Sadi perguntou se ele estaria disposto a mudar as regras de indicação de ministros do STF, considerando que, se eleito, ele teria a oportunidade de fazer quatro indicações na próxima legislatura. O candidato reafirmou seu compromisso de combater o que chamou de "intocáveis" do STF, levantando preocupações sobre possíveis crises institucionais ao assumir o cargo.
Por fim, Zema teve que responder sobre a situação fiscal de Minas Gerais, estado que governou e que, segundo dados da revista The Economist, enfrenta dificuldades financeiras. O candidato foi questionado sobre suas estratégias para enfrentar o problema fiscal do Brasil a partir de sua experiência em Minas Gerais, onde as contas do estado estão em situação crítica.