Rubio defende inclusão da China em novo acordo nuclear com a Rússia

m colorida mostra Marco Rubio dos EUA

Secretário de Estado dos EUA sugere nova abordagem para controle de armas nucleares.

Marco Rubio defende que novo tratado nuclear entre EUA e Rússia deve incluir a China, dadas as novas dinâmicas geopolíticas.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manifestou sua visão sobre o futuro dos acordos de controle nuclear em declarações recentes, destacando a obsolescência do tratado New START, que governava as arsenais nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia. Rubio argumenta que a dinâmica geopolítica atual exige um novo pacto que inclua a China como uma potência nuclear emergente.

O contexto do tratado New START

O New START, assinado em 2010 e com prazo de validade até 2026, estabeleceu limites rigorosos para o arsenais nucleares dos EUA e da Rússia, permitindo cada país manter até 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis balísticos. O acordo também previa um sistema de verificações, com inspeções anuais para garantir o cumprimento dos termos. Contudo, a situação internacional se transformou nos últimos anos, especialmente com o crescimento do arsenal nuclear da China e as tensões entre as grandes potências.

A nova abordagem sugerida por Rubio

Em suas declarações, Rubio enfatizou a necessidade de um novo tratado que não apenas atenda às demandas dos EUA e da Rússia, mas que também considere o papel crescente da China no cenário nuclear global. Ele apontou que a atual configuração de poder pode levar os EUA a enfrentar múltiplas ameaças nucleares simultaneamente, o que torna um novo acordo imprescindível.

Rubio também criticou a Rússia por ter suspendido sua participação no New START em 2023, afirmando que isso compromete a segurança e a estabilidade global. Ele sugere que o processo para estabelecer um novo acordo será complexo e demorado, dada a inclusão de três potências nucleares em vez de duas, como era o caso anteriormente.

Consequências para a segurança global

As declarações de Rubio refletem uma crescente preocupação sobre a corrida armamentista e o controle nuclear em um mundo onde potências emergentes, como a China, têm aumentado seus arsenais. A Rússia, por sua vez, criticou os EUA pela falta de disposição em negociar uma extensão do New START, insistindo que as decisões sobre a inclusão da China no novo acordo devem ser respeitadas. O Kremlin destacou que a participação da China no acordo é uma questão que depende inteiramente de Pequim.

Conclusão

A proposta de Rubio para um novo acordo nuclear envolvendo a China marca um ponto de inflexão nas relações entre as potências nucleares. A necessidade de um entendimento mais abrangente que reflita as realidades geopolíticas contemporâneas é clara, mas os desafios para a implementação de tal tratado serão significativos. A busca por um equilíbrio de poder no cenário nuclear global continua sendo um tema central nas discussões de segurança internacional.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida mostra Marco Rubio dos EUA

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