Sergey Lavrov denuncia operação militar dos EUA como agressão e reafirma apoio a Maduro e à estabilidade institucional venezuelana
Rússia acusa Estados Unidos de violar direito internacional na Venezuela e reafirma apoio ao governo Maduro diante de operação militar.
No dia 14 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, denunciou publicamente que a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela representa uma “violação flagrante do direito internacional”. Essa avaliação, segundo Lavrov, é compartilhada por uma significativa maioria global, incluindo países do Sul e do Leste Global, que condenam a intervenção americana. A ação dos EUA, iniciada em dezembro, culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, marcando um momento crítico na disputa geopolítica regional.
Contexto geopolítico da intervenção militar dos EUA
A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela está inserida em um cenário complexo de tensões internacionais. O presidente Maduro foi acusado por Washington de liderar o “Cartel de los Soles”, uma organização de narcotráfico classificada como terrorista internacional, embora posteriormente os EUA tenham recuado em relação a essa acusação. Após a captura de Maduro, o ex-presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam a governança do país em parceria com autoridades locais, visando uma transição política. Essa postura gerou reações internacionais diversas, acentuando o conflito entre os interesses americanos e a soberania venezuelana.
Reação oficial da Rússia e seu posicionamento estratégico
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu uma nota oficial condenando o que definiu como “ameaças neocoloniais e agressão armada externa” contra a Venezuela, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, mas deixando claro o foco das críticas. Moscou reafirmou sua solidariedade inabalável ao governo e ao povo venezuelanos e saudou a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina, interpretando tal medida como essencial para preservar a unidade institucional e evitar uma crise constitucional. O Kremlin também declarou estar pronto para fornecer todo o apoio necessário a Venezuela, posicionando-se como um aliado estratégico em meio ao agravamento das tensões.
Implicações internacionais e impacto na estabilidade regional
A acusação russa contra os Estados Unidos reflete o aprofundamento das divisões internacionais em relação à crise venezuelana. A operação militar dos EUA e a subsequente influência política perturbam o delicado equilíbrio regional, com potenciais consequências para a estabilidade da América Latina. A escalada do conflito pode afetar as relações comerciais, diplomáticas e de segurança entre as nações envolvidas, ampliando o risco de confrontos indiretos entre potências globais. A presença russa como apoiadora do governo Maduro reforça a polarização, evidenciando uma disputa por influência que transcende as fronteiras venezuelanas.
Perspectivas futuras diante da crise venezuelana
Com a crescente tensão entre Rússia e Estados Unidos, o futuro político e social da Venezuela permanece incerto. A legitimidade da presidência interina de Delcy Rodríguez e a continuidade do apoio externo serão determinantes para definir os próximos passos na resolução do conflito. A comunidade internacional observa atentamente, considerando que o desfecho poderá influenciar não apenas a situação venezuelana, mas também o equilíbrio geopolítico na região e a ordem internacional. A escalada das ações militares e diplomáticas sugere que a Venezuela continuará sendo um ponto sensível nas relações internacionais no curto e médio prazo.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: colorida do Ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov
