A Rússia, através de sua porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, declarou que qualquer presença militar estrangeira na Ucrânia será tratada como um 'alvo legítimo'.
A Rússia elevou o tom contra a presença militar estrangeira na Ucrânia, considerando-a um 'alvo legítimo'.
A escalada das tensões entre a Rússia e a Europa ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, fez uma declaração contundente, advertindo que a presença de tropas estrangeiras na Ucrânia seria considerada um “alvo legítimo”. Esta ameaça surge em um momento crítico, em que países como França e Reino Unido discutem o envio de uma força multinacional para a Ucrânia, visando garantir a segurança do país em um eventual cenário de cessar-fogo.
A Origem da Ameaça e o Contexto Atual
A declaração russa foi uma resposta direta a uma reunião em Paris, onde líderes europeus se comprometeram a oferecer garantias de segurança robustas à Ucrânia. O plano em discussão inclui o deslocamento de uma força multinacional estimada entre 15 mil e 30 mil soldados, que poderia ser mobilizada rapidamente após um cessar-fogo duradouro. Essa movimentação é vista por Moscou como uma escalada do conflito e uma intervenção estrangeira, algo que a Rússia categoricamente rejeita.
O Kremlin tem reiterado que a presença militar ocidental na Ucrânia é uma “linha vermelha”. A instalação de bases ou centros militares no país é considerada uma ameaça direta não apenas à segurança russa, mas também à segurança europeia, segundo os líderes do governo russo. Apesar dos esforços diplomáticos em curso, a Rússia mantém exigências que são vistas como inaceitáveis por Kiev e seus aliados, incluindo a retirada das forças ucranianas de áreas em Donetsk e um compromisso formal da Ucrânia de não ingressar na Otan.
Detalhes da Resposta Russa
Vladimir Putin, o presidente russo, destacou em declarações recentes que seus objetivos serão alcançados “pela diplomacia ou pela força”, reforçando a ideia de que a neutralidade da Ucrânia e o reconhecimento das mudanças territoriais desde 2014 são condições essenciais para qualquer acordo. A situação permanece tensa, já que a Rússia, mesmo com as conversas avançando entre a Ucrânia, Europa e Estados Unidos, continua a pressionar por condições que consideram fundamentais.
Com a ameaça de um aumento das hostilidades, a comunidade internacional observa de perto as movimentações, enquanto Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, busca apoio para fortalecer sua posição frente a um possível ataque russo. A situação na Ucrânia segue sendo um ponto crítico nas relações internacionais, com repercussões que vão além das fronteiras do país.
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Fonte: Arte/Metrópoles
