Rússia ignora ameaças de tarifas de Trump sobre petróleo a Cuba

A crise energética em Cuba atrai a atenção de Moscovo.

A Rússia discute como ajudar Cuba em meio a uma crise de energia.

A crise energética em Cuba está chamando a atenção de Moscovo, que se manifestou sobre a situação complicada da ilha. O Kremlin, liderado por uma diplomacia que tem se mostrado firme, afirma que está em discussões ativas para entender como pode ajudar o país caribenho, que se vê sufocado por uma escassez de combustível. Ao mesmo tempo, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de impor tarifas sobre nações que enviam petróleo a Cuba, tornando a situação ainda mais delicada.

O contexto das ameaças de Trump

As tarifas propostas pelo governo Trump são parte de uma estratégia mais ampla para pressionar o governo cubano, ao qual os EUA consideram uma “ameaça extraordinária e incomum”. Desde o início do ano, as tensões se intensificaram, especialmente após a operação militar em janeiro que visava desestabilizar o governo da Venezuela, um aliado próximo de Cuba. Historicamente, Cuba tem sido alvo de um embargo comercial que já dura mais de 60 anos, o que limita severamente suas opções de importação e exportação.

As declarações do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, refletem uma postura de resistência em relação às ameaças dos EUA. Ele sugeriu que, embora a Rússia não deseje uma escalada, as relações comerciais entre os dois países já são limitadas, o que pode dar maior margem de manobra a Moscovo para explorar formas de assistência a Cuba sem medo de represálias.

Medidas emergenciais em Cuba

Conforme a crise se agrava, o governo cubano tem implementado uma série de medidas emergenciais para mitigar os impactos da escassez de combustível. Entre as ações anunciadas estão a restrição nas vendas de combustíveis, o fechamento de alguns empreendimentos turísticos, a redução do horário escolar e a diminuição da carga horária de trabalho em empresas estatais, que agora funcionam de segunda a quinta-feira.

Além disso, a crise afetou diretamente a aviação, levando a Cuba a proibir o reabastecimento de aeronaves internacionais. A Air Canada, por exemplo, se viu obrigada a cancelar todos os seus voos para a ilha, mas se comprometeu a repatriar os cerca de 3.000 clientes que estavam em Cuba na ocasião.

O futuro das relações e o impacto da crise

A crise energética em Cuba não é apenas uma questão interna, mas sim um fator que pode afetar as relações internacionais. A possibilidade de Cuba receber assistência russa, por exemplo, poderia ser vista como um desafio ao poder de influência dos EUA na região. A busca por um diálogo construtivo, conforme mencionado por Peskov, pode abrir novas avenidas de cooperação, embora envolva riscos potenciais de intensificação das tensões com Washington.

As medidas adotadas pelo governo cubano podem ser desafiadoras, mas são uma tentativa de navegar por um período tumultuado, enquanto a pressão externa continua. O desenrolar dessa situação deve ser acompanhado de perto, pois as decisões tomadas agora moldarão o futuro econômico e político de Cuba nos próximos anos.

Fonte: www.cnbc.com

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