Sabatina de Jorge Messias no Senado é marcada por questionamentos sobre ética e política externa

Painel dos votos já registrados na sabatina de Jorge Messias na CCJ — Foto: Pain

A sabatina de Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde senadores levantaram questões sobre ética e política externa. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) expressou sua preocupação com o fato de que perguntas periféricas estariam dominando as respostas de Messias, enquanto questões principais eram deixadas de lado.

Em sua apresentação, Messias reafirmou seu compromisso com a transparência, assegurando que, se aprovado, publicará integralmente sua agenda no site do STF, incluindo o nome das partes envolvidas e os temas a serem tratados. Ele também se comprometeu a se submeter à Comissão de Ética Pública e prestar contas anualmente de sua evolução patrimonial.

O candidato ao STF enfatizou a importância de um julgamento célere para questões constitucionais, argumentando que isso proporcionaria segurança jurídica e previsibilidade para gestores e cidadãos. Messias abordou a Lei das Estatais, que visa evitar interferências políticas nas empresas ligadas ao governo federal, destacando a necessidade de separar o papel do Advogado-Geral da União da instituição Advocacia-Geral da União.

Durante a sabatina, o senador Sérgio Moro (PL-PR) questionou Messias sobre a menção de "golpe de 2016" em sua tese de doutorado, ressaltando a presença de senadores que votaram a favor do impeachment e possuem visões divergentes sobre o ocorrido. O ex-ministro também perguntou sobre o contato do presidente Lula com Nicolás Maduro, ao que Messias respondeu que a política externa é uma competência privativa do presidente da República, assistido pelo Ministério das Relações Exteriores.

Além disso, Messias comentou sobre o episódio de 8 de janeiro, classificando-o como um dos momentos mais tristes da história recente do Brasil. Ele reconheceu que as pessoas presas nesse contexto passaram por processos judiciais, com algumas condenadas e outras assinando acordos de não persecução penal. O painel de votação foi aberto, e a sabatina continuou com mais questionamentos dos senadores, incluindo Flávio Bolsonaro, que também fez suas indagações a Messias.

A sessão da CCJ, que segue em andamento, é um passo crucial na análise da indicação de Jorge Messias para o STF, onde sua postura e compromissos em relação à ética e à justiça estão sendo minuciosamente avaliados pelos senadores.

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