O Paraná está vivenciando um período produtivo significativo para a safra de caqui, que ocorre entre os meses de março e junho, oferecendo preços competitivos aos consumidores e agricultores. Em 2023, o Estado cultivou a fruta em uma área de 470 hectares, resultando em uma produção total de 6,2 mil toneladas e um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 18,2 milhões, posicionando o Paraná como o quinto maior produtor nacional, apesar dos desafios fitossanitários enfrentados na última década.
O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) destacou que o Núcleo Regional de Curitiba é o principal responsável pela produção, concentrando 29,1% da colheita total. Outras cidades, como Ponta Grossa, Cornélio Procópio e Apucarana, também apresentam contribuições significativas para a produção estadual. Arapoti se destaca como o maior produtor individual, representando 13,6% da produção do Estado.
As condições climáticas da região favorecem o cultivo, embora a sensibilidade da fruta a variações de chuvas exija atenção dos agricultores. Municípios como Bocaiúva do Sul e Porto Amazonas são reconhecidos como importantes polos de produção, contribuindo para o aumento da oferta do caqui no mercado.
Em termos de produção nacional, o Brasil colhe anualmente cerca de 165,3 mil toneladas de caqui. Para o ano de 2024, foram exportadas 460 toneladas da fruta para 34 países, com ênfase nos exigentes mercados do Canadá, Estados Unidos e Países Baixos. As projeções para 2025 indicam que as exportações podem atingir US$ 369 mil, um aumento expressivo de 248% em comparação ao ano anterior.
As variedades de caqui chocolate, fuyu e taubaté têm apresentado preços vantajosos no mercado atacadista, com os produtores recebendo até R$ 148,11 por caixa de 20 kg. O engenheiro agrônomo Paulo Andrade ressalta que a expectativa é de que a oferta continue robusta nos próximos meses, incentivando os consumidores a aproveitarem o pico da safra atual.