Corrida pelo comando da pasta reacende debate sobre desmembramento
A saída do ministro Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça abre espaço para uma intensa disputa por seu sucessor e reacende o debate sobre a possibilidade de desmembramento da pasta, que atualmente abrange Justiça e Segurança Pública.
A saída do ministro Ricardo Lewandowski do governo, anunciada para o dia 9 de janeiro de 2026, marca o início de uma corrida pelo comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Essa movimentação também traz à tona o debate sobre a possível separação das atribuições da pasta, atualmente acumuladas em um único ministério. Lewandowski entregou sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando razões pessoais e familiares, e sua oficialização no Diário Oficial da União está prevista para a mesma data.
A importância do Ministério da Justiça
O MJSP desempenha um papel central na administração pública brasileira, sendo responsável não apenas pela gestão da justiça, mas também pela segurança pública. A saída de Lewandowski, que tem sido uma figura proeminente na atual administração, provoca incertezas sobre o futuro da pasta e sua estrutura organizacional. Nos últimos meses, o presidente Lula expressou interesse em desmembrar o ministério, o que poderia resultar em uma reestruturação significativa que alteraria o cenário político e administrativo do país.
A gestão de Lewandowski foi marcada por desafios, incluindo questões relativas à segurança pública e a necessidade de uma coordenação mais eficaz entre os diferentes níveis de governo. A proposta de Lula para dividir o ministério gira em torno da ideia de criar um espaço específico para a segurança pública, que atualmente é gerida em conjunto com a justiça, mas essa mudança depende da aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso.
Os possíveis sucessores
Com a saída de Lewandowski, diversos nomes começaram a ser cogitados para assumir a pasta. Entre os cotados estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius de Carvalho. No entanto, o nome que ganha destaque é o de Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, que já teve uma breve passagem como ministro da Justiça durante o governo de Dilma Rousseff, embora sua nomeação tenha sido barrada pelo Supremo Tribunal Federal na época.
A indicação de Wellington é apoiada por figuras chave do governo, incluindo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Contudo, há uma divisão de opiniões sobre sua adequação ao cargo, especialmente em um ano de eleições, onde a necessidade de um perfil combativo é considerada crucial. Outros nomes, como o atual ministro da Educação, Camilo Santana, também foram mencionados, mas Santana tem minimizado os rumores sobre sua possível nomeação, reafirmando seu compromisso com a educação.
A saída de Lewandowski pode ser vista como uma oportunidade de renovação, mas também traz à tona questões complicadas sobre a estrutura do governo e a necessidade de uma abordagem mais eficaz para enfrentar os desafios da segurança pública no Brasil. As movimentações dos aliados de Lula nos bastidores indicam que a escolha do novo ministro será um reflexo das prioridades do governo, especialmente em um momento em que a segurança pública se torna um tema central no debate político.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
