Santander adota cautela no setor de saúde e prioriza Rede D’Or e Fleury

Banco reitera Rede D'Or como top pick e melhora a recomendação para Fleury em 2026

Santander adota postura cautelosa em relação ao setor de saúde, destacando Rede D'Or e Fleury como as principais escolhas.

Santander e o setor de saúde em 2026

O Santander elevou seu tom de cautela em relação ao setor de saúde para 2026, enfatizando a necessidade de selecionar empresas que apresentem forte desempenho financeiro e robustez no mercado. Essa abordagem reflete preocupações com a crescente competição e riscos regulatórios que podem impactar negativamente empresas menores.

Destaca Rede D’Or como a principal escolha

Dentro desse cenário, a Rede D’Or (RDOR3) foi reafirmada como a principal recomendação do banco. A instituição acredita que a companhia possui ativos de alta qualidade e uma posição dominante no segmento hospitalar, permitindo-lhe captar demanda em um momento em que instituições menores enfrentam dificuldades financeiras. “Consideramos a Rede D’Or uma empresa ‘all weather’, capaz de se adaptar a diferentes ciclos econômicos”, afirmam os analistas.

Avaliação do Fleury e suas perspectivas

Além disso, o Santander elevou a recomendação para o Fleury (FLRY3) de neutro para outperform. O banco vê a empresa como defensiva em um ano potencialmente volátil, destacando seu histórico de forte geração de caixa e consolidação no setor. O relatório menciona que o Fleury tem um perfil clássico de geração de caixa elevado e um potencial para movimentos corporativos relevantes, o que reforça sua posição no mercado.

Desafios e oportunidades no setor

Os analistas do Santander também falam sobre os desafios que o setor enfrentará em 2026, incluindo um calendário com menos dias úteis e um número maior de feriados prolongados, o que pode impactar a realização de procedimentos eletivos. Historicamente, esse cenário tende a favorecer operadoras de planos de saúde, enquanto pressiona hospitais e empresas de diagnóstico.

Perspectivas regulatórias

No que diz respeito ao ambiente regulatório, o Santander observa sinais de melhora, especialmente após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rol da Agência Nacional de Saúde (ANS). Embora ainda seja cedo para afirmar que houve um alívio completo na judicialização, já se nota uma desaceleração significativa nesse aspecto. Isso pode criar um ambiente mais favorável para as operações do setor.

Recomendações finais do Santander

Por fim, o banco manteve a Hapvida (HAPV3) como outperform, mas com um aviso de que os desafios operacionais estão refletidos nos preços das ações. A recomendação de Mater Dei (MATD3) foi rebaixada para neutro, devido a riscos operacionais e menor potencial de revisões positivas de lucro. O Santander prefere aguardar um ponto de entrada mais atrativo antes de recomendar a ação novamente.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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