O estado de São Paulo registrou um total de 107 casos de feminicídio entre janeiro e abril de 2026, o maior número para os quatro primeiros meses desde que os dados começaram a ser divulgados pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) em 2018. O levantamento realizado indica um aumento significativo de 205,71% no registro de casos entre 2018 e 2026, com um crescimento médio anual de aproximadamente 15,05%.
Os dados referentes ao ano de 2026 mostram que abril foi o mês com o maior número de ocorrências, totalizando 38 registros. Em janeiro, foram contabilizados 27 casos, em fevereiro 30, e março também registrou 30 feminicídios. O ano de 2024, por sua vez, teve 91 ocorrências, ocupando a segunda posição em comparação aos meses analisados.
Entre 2021 e 2023, a capital paulista também apresentou um aumento constante nos casos de feminicídio, passando de 53 ocorrências em 2021 para 60 em 2022 e chegando a 80 em 2023, o que representa um aumento de aproximadamente 50,94%. O ano de 2018 foi marcado pelo menor número de registros nesse período, com apenas 35 casos.
No que diz respeito ao Brasil, foram registradas 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esse total representa uma média alarmante de quatro mulheres mortas por dia, o que equivale a uma vítima a cada cinco horas. Este foi o trimestre mais letal desde o início dos registros pelo Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública) em 2015.
Em janeiro de 2026, o Brasil registrou 142 feminicídios, 123 em fevereiro e 134 em março. Comparado ao mesmo período de 2025, quando 371 feminicídios foram registrados, houve um aumento de aproximadamente 7,5%. Entre os estados, São Paulo se destaca com o maior número de casos, seguido por outros como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.
A taxa estimada de Feminicídios no Brasil para 2026 é de 0,75 por 100 mil habitantes. O feminicídio, tipificado como crime hediondo desde 2015 pela Lei n°13.104, é caracterizado pela violência contra a mulher por razões de sexo, incluindo violência doméstica e discriminação.