Seleon prevê crescimento de até 20% no setor de genética bovina até 2026

O mercado de genética bovina no Brasil tem se beneficiado da valorização da pecuária e da crescente demanda por animais mais produtivos. Nesse contexto, a Seleon anunciou uma projeção de crescimento entre 15% e 20% em seu volume de negócios até 2026. Esse avanço é respaldado pela expansão da inseminação artificial, pela valorização dos bezerros e pelo aumento das exportações de material genético brasileiro.

Bruno Grubisich, diretor da Seleon, destacou que a empresa tem mantido um crescimento acima da média do mercado, respondendo atualmente por cerca de 20% do sêmen bovino produzido no Brasil. Ele ressaltou a trajetória expressiva da companhia nos últimos cinco anos, afirmando que isso a coloca em uma posição de destaque no setor.

Atualmente, a Seleon possui 140 touros importados dos Estados Unidos, com uma concentração significativa de raças como Angus, Holandês e Jersey. No segmento Angus, a empresa produziu aproximadamente 1 milhão de doses de sêmen nos últimos 12 meses, o que representa um crescimento superior a 100% em comparação ao ano anterior. No segmento de leite, o volume de sêmen da raça Holandesa também apresentou um aumento expressivo, superior a 50% no último ano.

Para acompanhar a demanda crescente, a Seleon tem investido na ampliação de sua estrutura produtiva. Grubisich mencionou que a cada ano a empresa aumenta o número de piquetes, expande a capacidade da central e investe em novos equipamentos, tudo para atender ao crescimento do mercado.

O diretor observou que a inseminação artificial se tornou um dos principais indicadores do avanço tecnológico nas fazendas, acompanhando a valorização da pecuária nacional. Ele explicou que o aumento dos preços dos bezerros está intimamente ligado ao uso de genética superior, onde um bezerro valorizado é aquele com uma carga genética diferenciada, resultante de processos como inseminação artificial e melhoramento genético.

Além do mercado interno, a genética brasileira tem conquistado espaço no exterior. Grubisich afirmou que o Brasil se tornou uma referência mundial em pecuária tropical, com Países da América Central, África e Ásia buscando genética adaptada às suas condições. Entre as raças mais procuradas estão o Nelore, o Gir Leiteiro e o Girolando, sendo que este último se destaca pela sua alta produtividade leiteira e adaptação ao clima tropical.

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