Sem espaço para a dúvida: da demissão à construção de uma agência de sucesso

Divulgação.

Com bagagem no corporativo e paixão pelo negócio próprio, Renata Zadra compartilha como venceu a insegurança, encarou o medo e transformou um momento de crise na fundação da RZ Marketing

 

 

A vontade de ter o próprio negócio acompanhou Renata Zadra desde a infância, quando transformava as brincadeiras do condomínio em pequenas “empresas”. Mais tarde, a determinação em construir a própria independência falou mais alto quando recusou a proposta do avô para cursar Medicina e decidiu bancar a faculdade de Marketing.

Mesmo com 12 anos de atuação consolidada no mercado de trabalho e bagagem em cargos de gestão, o fantasma da autossabotagem e do medo de não estar pronta adiaram o sonho da transição. No entanto, uma demissão inesperada no meio do dia transformou 15 minutos de choro e incerteza em uma decisão definitiva: era hora de colocar os planos em prática.

Hoje à frente da RZ Marketing, agência focada em planejamento estratégico e execução para empresas, Renata compartilha os bastidores da “eu-empresa”, a importância do foco no sigilo na hora de planejar mudanças e como construiu uma rotina sustentável.

Para Renata, buscar a independência financeira e trabalhar com o que realmente gostava pesou mais do que qualquer estabilidade oferecida em áreas que não a motivavam. Escolher o Marketing foi o primeiro passo para assumir o controle do próprio destino.

Anos depois, mesmo já inserida no mercado corporativo, o sentimento de que “já existiam profissionais melhores” adiava a virada de chave. A grande lição, segundo ela, veio na prática:

“Hoje comento muito nas mentorias que dou: se você tem medo, precisa ir com medo. Não podemos deixar morrer algo dentro de nós por insegurança. Poucas pessoas decidem encarar o desafio, e quando você dá esse primeiro passo, já deixou muita gente para trás”, destaca.

Renata traz ainda um alerta precioso para quem está gestando um projeto: organize-se no sigilo. Muitas vezes, ao compartilhar planos prematuramente, ouvimos mais desestímulo do que apoio. Guardar o projeto para si até que ganhe corpo é uma forma de proteger a própria energia e o foco.

A decisão de empreender veio após desligamento do emprego temporário em que atuava. Em vez de se paralisar, o momento de vulnerabilidade virou combustível.

“Pensei: nas outras vezes em que quis dar esse start, eu estava insegura. Agora, não tenho nada a perder. Eu tinha reservas para me manter por seis meses. Decidi colocar os planos em prática por quatro meses; se nada desse certo, voltaria para o mercado de trabalho.”

No mesmo dia, ligou para uma amiga que desejava trabalhar com ela. Assinaram o contrato poucos dias depois, garantindo sua primeira cliente — parceria que se mantém firme até hoje.

A experiência de cinco anos atuando como diretora de marketing e gerente geral no varejo ajudou a amenizar o choque de gestão. Renata já lidava com metas financeiras, recursos humanos, vendas e gestão de estoques, o que trouxe uma base sólida para gerenciar o próprio negócio.

A trajetória no empreendedorismo começou com consultoria e mentoria individual — um passo estratégico para entender o mercado, criar reputação e construir autoridade. Com o aumento da demanda e a necessidade de virada de porte empresarial, a transição para agência veio naturalmente.

“Quando pararam de me chamar de ‘a menina do marketing’ e passaram a se referir a mim como a ‘Renata da RZ’, vi que era o momento da mudança”, relembra.

Limites, rotina e o trabalho em casa

Para evitar a romantização do home office e os limites difusos entre vida pessoal e profissional, Renata adotou estratégias claras. Além de morar sozinha, ela estruturou um cômodo exclusivo para o escritório, com identidade visual da empresa e cara de ambiente de trabalho.

Outro cuidado essencial foi separar um número de telefone exclusivo para o trabalho. Ao final do expediente comercial, o aparelho fica no escritório. Essa disciplina ajuda a proteger a saúde mental, manter a produtividade e educar a rede de contatos e familiares sobre os horários de trabalho.

Olhando para trás, a empresária é categórica ao afirmar que não se arrepende da escolha, mas apenas de não ter começado antes.

“Eu diria para não esperar estar 100% pronta e preparada, pois ninguém nunca estará. O medo é normal, mas não deixe ele dominar você. Se você tem uma meta, dê um passo de cada vez — hoje um passo grande, amanhã um mais curto. O importante é continuar e não parar no caminho.”

 

 

Dicas para empreender no Brasil

Empreender pode ser solitário, mas não precisa ser isolado. Para fechar, Renata destaca ações práticas para tornar essa jornada mais leve no país:

  1. Procure caminhar acompanhado: Embora quase todo mundo comece como “eu-empresa”, busque a troca com outros empreendedores que vivem a mesma realidade.

  2. Invista em capacitação contínua: Busque cursos e treinamentos práticos. Instituições como o Sebrae oferecem excelente suporte para quem quer aprender a gerir melhor.

  3. Frequente ambientes de networking: Participe de encontros, grupos locais e ecossistemas de inovação (como o Vale do Pinhão e redes de empreendedorismo feminino). Conectar-se com pessoas abre caminhos e traz clareza para o negócio.

 

 

Quer ver a sua história contada aqui na Coluna Bora, Empreender?! do Jornal Folha de Curitiba?

Mande um e-mail com a sua trajetória e o seu projeto para: kelbraga.folhadecuritiba@gmail.com

 

 

Fonte: Renata Zadra. / Foto: Divulgação.

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: