Senador Alessandro Vieira aponta intervenção do Planalto na rejeição de relatório da CPI

Foto: 1 de 1 O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organ

Alessandro Vieira, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, declarou que a manobra para derrubar seu relatório final teve "intervenção direta do Palácio do Planalto". A rejeição do parecer, que ocorreu com um placar de 6 a 4, foi resultado de uma alteração na composição da CPI horas antes da votação.

Três membros titulares foram substituídos, com os senadores Sergio Moro e Marcos do Val retirados e Beto Faro e Teresa Leitão assumindo seus lugares. Além disso, a senadora Soraya Thronicke, que era suplente, foi promovida a membro titular. Com essas mudanças, a CPI conseguiu formar uma maioria que impediu a aprovação do relatório de Vieira.

O documento proposto pelo relator pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes – além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Caso aprovado, o pedido de indiciamento poderia resultar em um pedido de impeachment das autoridades citadas.

Vieira apontou indícios de crimes de responsabilidade por parte do procurador e dos ministros do STF. O processo para analisar um crime de responsabilidade é conduzido no Senado e segue um trâmite distinto do que SE aplica a crimes comuns.

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