Senador Seif defende ex-diarista comissionada em seu gabinete

Jorge Seif afirma que Adna Cajueiro atua com profissionalismo em sua função no Senado

Senador Jorge Seif defende a ex-diarista Adna Cajueiro, afirmando que ela atua com competência em seu cargo no Senado.

Jorge Seif defende sua assessora Adna Cajueiro em meio às polêmicas

O senador Jorge Seif (PL-SC) afirmou, em entrevista ao portal, que a ex-diarista Adna dos Anjos Cajueiro, sua assessora parlamentar, sempre executou suas funções “com profissionalismo e competência”. Essa declaração vem após a revelação de que Adna, que ocupa um cargo comissionado em seu gabinete desde 2023, recebe um salário de mais de R$ 31 mil, o que gerou críticas e questionamentos sobre sua qualificação e a natureza do seu trabalho.

Adna, natural de Barreiras (BA) e com curso superior incompleto, também é proprietária de uma loja de roupas chamada “Atacadão Goiano”. Ela abriu um CNPJ em julho de 2025, com endereço na Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF), e recentemente inaugurou uma segunda unidade em Ceilândia durante a Black Friday. Embora Seif tenha declarado não saber que Adna era empreendedora, sua ausência em várias ocasiões no gabinete levantou dúvidas sobre sua real função e disponibilidade.

Questionamentos sobre a função de Adna no gabinete

Após várias tentativas de contato, a equipe do senador afirmou não conhecer Adna em uma primeira visita ao gabinete. Em outra ocasião, a recepcionista sugeriu que ela poderia estar alocada em outro setor. Esse cenário intrigante levou a imprensa a investigar mais a fundo o papel que Adna desempenha e se sua remuneração é justificada pelas atividades realizadas no Senado.

A ex-diarista começou a ganhar um salário de R$ 2.153,30 ao ser contratada e, ao longo de dois anos, seu salário foi ajustado para R$ 31.279,53. Essa trajetória de crescimento salarial, que ultrapassa 14 vezes o valor original, acendeu debates sobre as condições de trabalho e as prioridades de gastos no Senado.

Respostas de Adna sobre seu trabalho

Adna Cajueiro, quando contatada, alegou que suas atividades no Senado incluem “missões externas”, e que não é necessário registrar presença no trabalho. Em suas redes sociais, no entanto, Adna frequentemente promove sua loja, o que contrasta com sua declaração de que o CNPJ foi aberto apenas para “auxiliar” sua família. Essa duplicidade de funções tem levantado questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e a ética de sua contratação.

O papel do senador e da ética no serviço público

O senador Seif, mesmo sob pressão da opinião pública, se manteve firme em sua defesa da assessora. Ele argumentou que todos devem ser avaliados por suas competências reais e não por preconceitos ou estigmas sociais. Enquanto a polêmica se desenrola, a transparência na administração pública e as regras que regem a contratação de comissionados seguem na pauta de discussão entre cidadãos e representantes.

A questão sobre Adna e sua posição no Senado não é apenas uma questão pessoal, mas reflete um panorama mais amplo sobre as práticas de contratação e o uso de cargos públicos. É essencial que haja um debate aberto sobre como essas decisões são tomadas e quais critérios são realmente considerados na contratação de assessores parlamentares.

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