Senadores da oposição planejam pressão por investigação contra Alexandre de Moraes

Senadores da oposição se organizam para aproveitar a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) programada para esta terça-feira (15) com o objetivo de pressionar pela abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O início da análise do caso está agendado para as 10h, e, no mesmo horário, opositores pretendem realizar uma reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde críticas ao magistrado devem ser o foco principal.

Na segunda-feira (14), alguns senadores, entre eles Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (Republicanos-DF), Carlos Viana (PSD-MG), Carlos Portinho (PL-RJ) e Tereza Cristina (PP-MS), além do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se reuniram para discutir a formação de um processo contra Moraes. O grupo também defendeu a alteração no regimento interno do Senado para facilitar o impeachment de ministros do Supremo.

Durante essa reunião, foi divulgado um manifesto em que os parlamentares afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Moraes fazem parte do “mesmo sistema”. A estratégia da oposição é associar a imagem do presidente ao ministro, utilizando como exemplo a reunião recente entre ambos e o papel de Moraes como relator da investigação que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por envolvimento em uma trama golpista.

Flávio Bolsonaro (PL), que foi um dos principais adversários de Lula nas eleições, manifestou que “quem vota em Lula, vota também em Moraes”. Ele argumentou que, com os desdobramentos recentes, seria obrigação da maioria do Supremo autorizar investigações contra o ministro. Flávio também solicitou o afastamento de Moraes do julgamento relacionado ao caso.

Aliados de Flávio Bolsonaro, por sua vez, acreditam que, independentemente do resultado da sessão no Supremo, a campanha do candidato poderá se beneficiar ao explorar a insatisfação popular com a atual crise. A narrativa defendida é de que, caso Lula seja reeleito, a situação do Supremo permanecerá inalterada, o que poderia prejudicar a imagem do governo.

A sessão desta terça-feira abordará a validade de um relatório elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça, que analisa a possibilidade de iniciar uma investigação contra Moraes. A PGR (Procuradoria-Geral da República) argumentou que Mendonça não tinha a autoridade para determinar apurações sobre um integrante do STF sem a autorização do plenário e, por isso, pediu a nulidade do processo.

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