Sérgio Nahas é preso na Bahia após condenação pela morte da esposa em 2002

Sérgio Nahas, preso pela Polícia Militar da Bahia

Empresário foi capturado por reconhecimento facial e deve cumprir pena de oito anos em regime fechado em São Paulo

Sérgio Nahas, condenado pela morte da esposa em 2002, foi preso na Bahia após quase 24 anos foragido. Ele cumprirá pena de oito anos em regime fechado.

O empresário Sérgio Nahas é preso na Bahia quase 24 anos após ser condenado pela morte da esposa, Fernanda Orfali, em 2002. A prisão ocorreu no último sábado (17) em Praia do Forte, município de Mata de São João, litoral norte da Bahia, após a identificação do suspeito por um sistema de reconhecimento facial operado pela Polícia Militar local.

Caso e condenação

O crime aconteceu em setembro de 2002, no apartamento do casal em Higienópolis, São Paulo. Fernanda Orfali, de 28 anos, foi morta por um disparo de arma de fogo. A investigação apontou que a vítima havia descoberto que Sérgio Nahas fazia uso de cocaína e mantinha relações extraconjugais.

Na época, Nahas alegou que a esposa sofria de depressão e teria cometido suicídio, afirmando ter ouvido o disparo no closet e encontrado a mulher ferida. A arma, não registrada, pertencia a ele. Essa versão foi contestada pela perícia e pelo Ministério Público, que o denunciou por homicídio doloso.

Julgamento tardio e regime de pena

O julgamento ocorreu somente em 2018, 16 anos após o crime, no Tribunal do Júri. Inicialmente, Nahas foi condenado a sete anos em regime semiaberto. Após recurso do Ministério Público de São Paulo, a pena foi aumentada para oito anos e dois meses, com regime fechado. Durante quase todo o processo, o empresário permaneceu em liberdade, período aproximadamente três vezes maior que o tempo da pena imposta.

Prisão e cumprimento da pena

O mandado de prisão contra Nahas foi expedido em 25 de junho do ano anterior, após o esgotamento dos recursos legais, inclusive com o Superior Tribunal Federal rejeitando o último pedido da defesa. Por estar foragido, seu nome constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Agora, ele deve ser transferido para São Paulo para iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

Impactos e reflexões

Este caso evidencia a complexidade e a morosidade do sistema judiciário brasileiro, especialmente em crimes de grande repercussão e tempo prolongado de tramitação. A utilização da tecnologia de reconhecimento facial pela polícia baiana exemplifica a modernização dos métodos para captura de foragidos, possibilitando o encerramento de casos antigos que permaneciam sem solução prática por anos.

Fonte: jovempan.com.br

Fonte: Sérgio Nahas, preso pela Polícia Militar da Bahia

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