A empresa de Luciano Hang volta a se associar à emissora após polêmica política.
Luciano Hang, dono da Havan, reverte boicote anterior e investe em mega patrocínio à Globo para a Copa.
A recente decisão da Havan em patrocinar a Copa do Mundo de 2026 na TV Globo representa um marco significativo na trajetória da empresa e na dinâmica entre o mundo corporativo e a mídia no Brasil. A informação foi divulgada pelo colunista Gabriel Vaquer do jornal Folha de São Paulo, destacando que Luciano Hang, proprietário da Havan, autorizou a compra de uma cota de apoio de R$ 235 milhões, que inclui a veiculação de vinhetas durante o evento.
O contexto do boicote e suas repercussões
Durante o final de 2019, a Havan decidiu interromper suas campanhas publicitárias em diversos programas da Globo, como o ‘Bom Dia Brasil’, ‘Jornal Nacional’ e outros. Essa decisão foi interpretada como uma posição política em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro, refletindo a postura da empresa contra o que Hang chamou de “jornalismo ideológico”. Na época, a empresa emitiu uma nota oficial, afirmando que não voltaria a anunciar até que a emissora mudasse sua linha editorial.
O boicote durou até 2021, quando a Havan voltou a anunciar com um comercial no ‘Fantástico’, investindo R$ 1,3 milhão. A mudança nos tempos e a proximidade da Copa do Mundo parecem ter influenciado a decisão de reatar laços com a Globo.
Detalhes do novo patrocínio
Com a proximidade do evento, a TV Globo projeta arrecadar aproximadamente R$ 1 bilhão com a transmissão da Copa, valor que pode quase dobrar com as transmissões em suas diversas plataformas. A Havan, ao optar por um patrocínio robusto, busca não apenas aumentar sua visibilidade, mas também se reposicionar no mercado, especialmente após um período de afastamento da Globo, que é uma das maiores emissoras do país. Esse movimento é visto como uma tentativa de reconectar-se com o público que a empresa pode ter perdido durante o boicote.
O impacto dessa decisão
O retorno da Havan à Globo pode ter amplas repercussões. Para a emissora, o aumento na receita publicitária é crucial, especialmente em tempos de incerteza econômica. Para a Havan, a visibilidade proporcionada pela Copa do Mundo pode trazer novos consumidores e reforçar sua marca no imaginário popular. No entanto, é um equilíbrio delicado, considerando que essa reaproximação pode ser vista de maneira negativa por alguns grupos que criticaram o apoio anterior ao governo Bolsonaro.
Conclusão
O patrocínio da Havan à TV Globo para a Copa do Mundo de 2026 marca uma reviravolta interessante nas relações entre o empresariado e a mídia no Brasil. O que começou como um boicote estratégico agora se transforma em uma parceria que poderá ter impactos significativos tanto para a empresa quanto para a emissora. Resta observar como o público reagirá a essa nova fase e quais serão os desdobramentos para a imagem da Havan nos anos seguintes.
Fonte: www.purepeople.com.br