Seti persegue seus últimos 100 sinais em busca de vida alienígena

s from the SETI@home project, including a screenshot of the SETI@home data

Programa utiliza o telescópio FAST para analisar sinais intrigantes detectados por projeto colaborativo global

O SETI investiga seus últimos 100 sinais captados para identificar possíveis origens extraterrestres utilizando o telescópio FAST.

A busca pelos últimos 100 sinais do Seti com o telescópio FAST

O programa Seti está empregando o telescópio Five-hundred-meter Aperture Spherical Telescope (FAST), localizado na China, para investigar seus últimos 100 sinais intrigantes detectados pelo projeto colaborativo SETI@home. Desde julho de 2025, o FAST vem realizando observações detalhadas para determinar a origem desses sinais, que inicialmente foram captados pelo extinto telescópio de Arecibo, em Porto Rico. David Anderson, cofundador do SETI@home e cientista da Universidade da Califórnia, Berkeley, destaca que esses sinais são “blips” momentâneos de energia em frequências específicas vindas de pontos determinados no céu, e que, embora a expectativa seja que se tratem de interferências de rádio locais, a análise é fundamental para confirmar essa hipótese.

Histórico do projeto SETI@home e seu impacto na ciência cidadã

O SETI@home, ativo entre 1999 e 2020, mobilizou milhões de usuários ao redor do mundo que doaram o tempo de processamento de seus computadores para analisar dados do telescópio Arecibo. Ao longo de sua operação, o projeto identificou 12 bilhões de sinais candidatos a serem de origem extraterrestre. A complexidade dos dados e a imensa quantidade de informações exigiram desenvolvimento de algoritmos avançados e análise manual para filtrar os sinais mais relevantes. Eric Korpela, astrônomo da Universidade da Califórnia, Berkeley, ressalta que a colaboração global e o envolvimento da comunidade científica e civil transformaram o projeto em um dos maiores exemplos de ciência cidadã, expandindo o acesso ao método científico e a pesquisa espacial.

O papel do telescópio FAST após a perda do Arecibo

Com o colapso e posterior destruição do telescópio Arecibo em dezembro de 2020, o FAST assumiu a posição de maior e mais sensível radiotelescópio do mundo capaz de continuar a análise dos sinais captados pelo SETI@home. Sua capacidade de captar ondas de rádio com alta precisão permite que os cientistas detectem sinais com potência muito baixa, ampliando o potencial de encontrar indícios reais de inteligência extraterrestre. Anderson destaca que, mesmo que nenhum sinal verdadeiro seja encontrado, o programa estabelece um novo patamar de sensibilidade na busca, podendo descartar a existência de sinais acima de determinado nível na região observada.

Desafios analíticos e aprendizados para futuras pesquisas SETI

A equipe do SETI reconhece que a análise dos dados apresentou desafios, especialmente em filtrar interferências locais e em realizar uma investigação profunda para cada sinal detectado, tarefa que demandou esforços manuais significativos. Korpela enfatiza a necessidade de aprimorar os métodos de exclusão para evitar descartar possíveis sinais reais inadvertidamente. Aprendizados obtidos sugerem que futuras pesquisas devem incorporar tecnologias mais avançadas, como aprendizado de máquina e maior capacidade computacional colaborativa, para uma análise mais eficiente e abrangente.

Perspectivas futuras e continuidade da busca por inteligência extraterrestre

Embora não haja confirmação de sinais verdadeiramente extraterrestres até o momento, o esforço do SETI abre caminho para projetos futuros que possam revisitar os dados com tecnologias modernas e maior poder de processamento. A possibilidade de que alguma informação importante tenha passado despercebida mantém a motivação dos pesquisadores. Este cenário reforça a importância da continuidade na busca por vida inteligente fora da Terra, estimulando o desenvolvimento de novas estratégias, ferramentas e a manutenção do interesse público e científico nesta área fascinante da exploração espacial.

Fonte: www.space.com

Fonte: s from the SETI@home project, including a screenshot of the SETI@home data

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