Setor de serviços do Brasil registra queda em novembro após nove meses de alta

Recuo inesperado é atribuído a pressões em transportes e informação, com impacto da política monetária restritiva

Setor de serviços do Brasil recua inesperadamente em novembro, interrompendo nove meses de crescimento.

Setor de serviços do Brasil recua inesperadamente em novembro

O setor de serviços do Brasil, que vinha apresentando um desempenho positivo nos últimos nove meses, registrou uma queda de 0,1% em novembro de 2025, em comparação a outubro. Essa diminuição foi um resultado inesperado, já que a expectativa do mercado era de um crescimento de 0,2%, conforme pesquisa realizada pela Reuters. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados, que evidenciam uma desaceleração econômica, influenciada pela política monetária restritiva vigente no país.

Impactos no setor de serviços

A queda no setor é atribuída principalmente a dois segmentos: transportes e informação e comunicação. O gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo, destacou que essa diminuição é reflexo de uma manutenção em níveis elevados do setor, especialmente após ter atingido o pico histórico em outubro. O volume de serviços, em relação ao mesmo mês do ano anterior, ainda apresentou um aumento de 2,5%, embora abaixo da previsão de 3,0%.

Fatores que contribuíram para a queda

O setor de transportes foi o mais afetado, apresentando uma queda de 1,4%. Esse resultado foi influenciado negativamente por diferentes modalidades de transporte, como o aéreo e o rodoviário coletivo de passageiros. Além disso, o transporte dutoviário e a logística de cargas também contribuíram para o desempenho negativo. Por outro lado, os serviços profissionais e administrativos cresceram 1,3%, assim como os outros serviços, que tiveram uma alta de 0,5%. Os serviços prestados às famílias permaneceram estáveis, enquanto o índice de atividades turísticas teve um leve aumento de 0,2% em novembro.

Análise econômica e previsões

O economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, comentou que, apesar do resultado abaixo do esperado, a queda em novembro pode ser vista mais como uma normalização do que um sinal de fraqueza na atividade do setor. Ele ressaltou que a economia brasileira ainda se beneficia de fatores como o baixo nível de desemprego e o aumento da renda, que ajudam a compensar os efeitos da alta da taxa Selic, que atualmente se encontra em 15%.

Contexto histórico e perspectivas

O IBGE também destacou o impacto positivo da realização da COP-30 no Pará, ocorrida entre 10 e 21 de novembro, que resultou em uma alta de 2,6% no volume de serviços no estado. Essa contribuição representou um dos maiores impactos positivos na comparação com outubro. O evento proporcionou um aumento na demanda por serviços, especialmente em áreas como turismo e hospitalidade.

Com a expectativa de novos desafios pela frente, economistas e analistas continuam a monitorar o setor de serviços, que desempenha um papel crucial na economia brasileira. A atenção está voltada para a possibilidade de novas políticas monetárias e seus efeitos sobre o crescimento econômico nos próximos meses.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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