Silas Malafaia enfrenta ação penal após críticas ao Exército

Ministro do STF estipula prazo para defesa do pastor em caso polêmico

O pastor Silas Malafaia foi notificado pelo STF para apresentar defesa em uma ação penal decorrente de suas declarações sobre o Alto Comando do Exército.

O recente desdobramento envolvendo o pastor Silas Malafaia e o Alto Comando do Exército brasileiro acendeu um debate fervoroso sobre liberdade de expressão e os limites das críticas dirigidas a instituições militares. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Malafaia apresente sua defesa em um prazo de 15 dias, a partir da notificação recebida em 23 de dezembro de 2025. Essa ação penal foi movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após declarações polêmicas do pastor durante um ato em abril de 2025, na Avenida Paulista, onde ele se dirigiu aos generais com termos como “frouxos” e “covardes”.

Contexto da Denúncia

A origem desse imbróglio remonta a um ato público convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que visava a anistia a pessoas envolvidas nos eventos de 8 de janeiro de 2023. Durante a manifestação, Malafaia proferiu críticas contundentes ao Alto Comando do Exército, que posteriormente foram interpretadas como um ataque à honra e ao decoro das Forças Armadas. O general Tomás Paiva, comandante do Exército, sentiu-se ofendido e encaminhou uma representação à PGR, que decidiu investigar o caso. A acusação central gira em torno da alegação de que as declarações de Malafaia insinuavam a prática de prevaricação por parte dos generais, uma imputação que a PGR afirma não ter respaldo nos fatos.

Defensiva de Malafaia

A defesa de Silas Malafaia, por sua vez, contesta a competência do STF para julgar o caso, argumentando que o pastor não possui foro privilegiado. Além disso, a defesa nega que as declarações tenham sido direcionadas a qualquer oficial de forma individualizada. Em nota, Malafaia sustentou que suas falas estão protegidas pela liberdade de expressão e que não configuram crime, acusando o ministro Moraes e a PGR de estarem agindo por motivos políticos. Ele declarou à imprensa que “isso se chama liberdade de expressão”, reiterando que suas opiniões não devem ser criminalizadas.

O prazo estipulado pelo STF está em contagem regressiva, e a expectativa é que a defesa de Malafaia apresente suas alegações nos próximos dias, enquanto o país observa atentamente o desenrolar deste caso que toca em questões sensíveis sobre a relação entre a liberdade de expressão e a crítica às instituições militares. O desfecho dessa situação poderá ter implicações significativas no cenário político e social brasileiro, especialmente em um momento em que a polarização se torna cada vez mais acentuada.

Fonte: www.conexaopolitica.com.br

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