Reservatórios de São Paulo enfrentam desafios com chuvas irregulares e aumento do consumo
O sistema Cantareira opera em nível crítico, exigindo monitoramento constante devido a chuvas irregulares e aumento do consumo.
Sistema Cantareira opera em nível crítico
Em 9 de janeiro de 2026, o sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana de São Paulo, opera em nível crítico, com apenas 19,8% de sua capacidade. Este cenário alarmante é resultado de chuvas irregulares e um aumento do consumo de água, exigindo monitoramento constante por parte das autoridades. Comparado ao mesmo dia do ano anterior, quando o volume estava em 50,9%, a situação atual é preocupante.
O Cantareira faz parte do Sistema Integrado Metropolitano, que inclui outros seis sistemas de reservatórios, totalizando um volume de 27,4% da capacidade. O Alto Tietê é outro sistema essencial, mas ambos têm apresentado queda nos níveis desde abril do ano passado.
Monitoramento e gestão dos recursos hídricos
O monitoramento do sistema é realizado diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Desde outubro do ano passado, um novo modelo de acompanhamento foi implementado, dividido em sete faixas de atuação, que variam conforme o volume médio dos reservatórios. Atualmente, a região está na faixa 3, considerada de atenção, que prevê a redução da pressão nos sistemas por 10 horas diárias.
Caso os níveis dos reservatórios caiam para a faixa 4, haverá uma redução da pressão por 12 horas diárias. As faixas são:
- Faixa de normalidade: 100% a 44%
- Faixa 1: 44% a 38%
- Faixa 2: 38% a 32%
- Faixa 3: 32% a 26%
- Faixa 4: 26% a 20%
- Faixa 5: 20% a 10%
- Faixa 6: 10% a 0%
- Faixa 7: 0%
Essas faixas são ajustáveis, considerando a sazonalidade e a disponibilidade histórica dos reservatórios. Nas faixas de 1 a 3, o foco é em prevenção e consumo racional de água, enquanto as faixas superiores indicam cenários de contingência e rodízio de abastecimento.
O papel do Cantareira no abastecimento
O sistema Cantareira é vital, abastecendo quase metade da população da Grande São Paulo e contribuindo também para Campinas. Ele é composto por cinco reservatórios interligados, com um volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Apesar das interligações que aumentam a segurança hídrica, a situação atual exige uma gestão cuidadosa.
O monitoramento do sistema Cantareira é distinto, com cinco faixas:
- Faixa 1 (normal): volume igual ou maior que 60%
- Faixa 2 (atenção): volume entre 40% e 60%
- Faixa 3 (alerta): volume entre 30% e 40%
- Faixa 4 (restrição): volume entre 20% e 30%
- Faixa 5 (especial): volume abaixo de 20%
Neste momento, o Cantareira se encontra na faixa 5, o que significa que a retirada de água está sendo reduzida gradualmente pela Sabesp.
Ações e conscientização
Com a situação crítica, a Arsesp tem acompanhado a situação e reitera a importância do uso consciente da água. Pequenas ações, como fechar a torneira enquanto escova os dentes ou consertar vazamentos, podem ajudar a preservar os mananciais.
O cenário para os próximos meses sugere que mesmo com chuvas na média histórica, o Cantareira encerrará o verão em estado de alerta, com um volume estimado para o fim de março em torno de 39%. A região ainda enfrenta desafios devido à crise climática e à baixa disponibilidade natural de água.
Portanto, a necessidade de um planejamento a longo prazo e ações estruturais é essencial para garantir a segurança hídrica da Grande São Paulo. A Sabesp está investindo em medidas de resiliência hídrica, mas a conscientização da população continua sendo um fator crucial para enfrentar a crise atual.
Fonte: jovempan.com.br
Fonte: Sistema Cantareira
