Sobe para 36 o número de mortes durante protestos no Irã

m colorida mostra protestos no Irã - Metrópoles

Aumento das fatalidades revela a gravidade das manifestações e a repressão governamental.

O número de mortes durante os protestos no Irã aumentou para 36, destacando a gravidade da situação e a resposta do governo.

O Irã enfrenta uma onda de protestos que já resultou em 36 mortes, refletindo uma insatisfação crescente com a situação econômica e social do país. O aumento das fatalidades, conforme reportado pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), destaca a gravidade das manifestações que começaram em 28 de dezembro de 2024. Além das mortes, mais de 2 mil manifestantes foram detidos, evidenciando uma resposta severa das autoridades.

Contexto Histórico dos Protestos no Irã

Desde a revolução de 1979, o Irã tem vivenciado tensões internas exacerbadas por sanções internacionais. O governo teocrático, liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, não enfrentava protestos tão significativos desde 2002, quando milhares foram às ruas em resposta à morte de Mahsa Amini. Amini, uma jovem de 22 anos, foi presa e morreu sob custódia policial, o que gerou uma onda de indignação contra a repressão à liberdade individual, especialmente em relação ao uso do hijab, um símbolo de controle social no Irã.

Atualmente, as manifestações são uma reação a condições econômicas insustentáveis, com muitos iranianos lutando contra a inflação e o desemprego. A insatisfação popular, acumulada ao longo dos anos, culminou em uma explosão de protestos que desafiam as estruturas de poder estabelecidas.

Detalhes dos Acontecimentos Recentes

Os protestos se espalharam por ao menos 92 cidades, com a HRANA reportando que a maioria das vítimas são manifestantes. O governo iraniano, em um esforço para conter as agitações, adotou uma postura repressiva, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian fez um apelo ao diálogo, ordenando que o ministro do Interior ouvisse as reivindicações dos manifestantes. No entanto, a desconfiança continua alta, com o governo acusando potências estrangeiras, especialmente os Estados Unidos, de incitar a violência.

A retórica internacional também se intensificou, com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando intervir para proteger os manifestantes. Essa dinâmica internacional adiciona uma camada de complexidade ao já tumultuado cenário interno do Irã.

Futuro e Consequências

As manifestações no Irã podem ter repercussões significativas, não apenas para a política interna, mas também para as relações internacionais do país. Se a repressão continuar, é possível que a insatisfação popular se intensifique, levando a um ciclo de violência e repressão. Por outro lado, um diálogo verdadeiro poderia oferecer uma saída para a crise, mas é incerto se o governo está disposto a fazer concessões.

Conclusão

A situação no Irã permanece crítica, com um aumento alarmante no número de mortes e detenções. As vozes da população iraniana clamam por mudanças, enfrentando um governo que parece cada vez mais isolado e pressionado por forças externas. O que se desenha no horizonte é um cenário potencialmente volátil, onde as esperanças de reforma se confrontam com a realidade da repressão governamental.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida mostra protestos no Irã – Metrópoles

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