Soja atinge recorde em Chicago após declarações de Trump sobre a China

Os preços da soja sobem com promessas de compra da China e novas diretrizes governamentais.

Os contratos futuros da soja em Chicago alcançam o maior valor em dois meses após declarações de Trump sobre a China.

Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago alcançaram um pico de dois meses nesta quarta-feira, 4 de janeiro, refletindo um clima de otimismo entre os investidores. Esse aumento foi impulsionado por declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou que a China estaria se comprometendo a aumentar suas compras de soja norte-americana. Em sua plataforma Truth Social, Trump mencionou que a China planeja aumentar suas aquisições para 20 milhões de toneladas nesta temporada, com um compromisso de 25 milhões de toneladas para a próxima.

Historicamente, a China é o maior comprador de soja dos Estados Unidos. No entanto, a relação comercial entre os dois países sofreu um duro golpe durante a guerra comercial, resultando em uma diminuição significativa das compras de soja norte-americana pela China. A atual promessa de compra sinaliza uma possível reversão dessa tendência, trazendo alívio e expectativas positivas para os agricultores e investidores do setor.

Afinal, ao final de janeiro, a China já havia adquirido cerca de 12 milhões de toneladas métricas de soja dos EUA, superando as expectativas e cumprindo a promessa anterior de compras até o final de fevereiro. Essa recuperação no mercado é bem-vinda, especialmente em um período onde os operadores estão atentos aos sinais de nova demanda por parte da China.

Os dados mais recentes mostram que o contrato de soja mais ativo fechou em alta de 26,50 centavos, cotado a US$ 10,9275 o bushel. Além disso, o óleo de soja também cresceu, seguindo o aumento das diretrizes do governo dos EUA sobre créditos fiscais para biocombustíveis, o que representa uma demanda crescente por essa commodity.

Por outro lado, o milho teve uma leve alta de 1 centavo, fechando a US$ 4,295 por bushel, enquanto o trigo registrou uma queda de 2 centavos, cotado a US$ 5,2675 por bushel. A oferta global abundante continua a limitar os preços dos grãos, e os operadores estão ansiosos pelas previsões de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que devem ser divulgadas na próxima terça-feira. Tais previsões podem indicar novas direções para o mercado e influenciar a dinâmica das commodities agrícolas nos próximos meses.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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