O conselheiro da Casa Branca defende a anexação da Groenlândia e molda a estratégia dos EUA na Venezuela
Stephen Miller, conselheiro de Trump, promove ideias radicais e molda a política dos EUA em relação à Venezuela.
Stephen Miller, conhecido por suas ideias ultraconservadoras, é uma das figuras mais influentes da administração Trump. O vice-chefe de gabinete para políticas internas, apesar de sua posição aparentemente modesta, exerce um papel central nas decisões políticas. Defensor da anexação da Groenlândia, Miller também molda a estratégia dos EUA em relação à Venezuela, um dos pontos centrais da política externa americana.
A visão radical de Miller
Miller é o principal ideólogo de Trump e se destaca por promover uma visão ultranacionalista onde a força e a coerção são fundamentais nas relações internacionais. Em uma entrevista recente, ele afirmou que os EUA têm o direito de anexar a Groenlândia, uma declaração que gerou preocupação entre governos europeus. Essa perspectiva se alinha com a nova estratégia de segurança nacional dos EUA, que prioriza a América Latina, destacando a imigração e o tráfico de drogas como principais riscos.
O papel na Venezuela
Miller será parte de um grupo de coordenação que inclui o Secretário de Estado Marco Rubio e o chefe do Pentágono Pete Hegseth, com a missão de decidir a estratégia política em relação a um Venezuela pós-Maduro. Essa estratégia visa não apenas reverter a migração em massa para os EUA, mas também erradicar o tráfico de drogas. Miller afirmou que a presença militar dos EUA fora do país estabelece os termos da política externa americana.
A influência de Trump
Trump, que frequentemente se identifica com as visões de Miller, permite que seu conselheiro expresse opiniões que poderiam ser consideradas extremas. Em um evento, Trump até brincou sobre a necessidade de Miller explicar suas opiniões mais radicais. Ambos compartilham uma afinidade por narrativas provocativas e um histórico familiar no setor imobiliário, o que os une em uma perspectiva comum.
A formação de Miller
Miller, cuja família imigrou da Bielorrússia, cresceu em um ambiente progressista na Califórnia, mas sua visão conservadora se firmou durante a adolescência, especialmente após um revés financeiro que os obrigou a se mudar para uma área com uma população hispânica maior. Essa mudança, junto com sua paixão por rádio conservador, moldou suas opiniões xenofóbicas e nacionalistas. Após formar-se na Duke University, seu envolvimento com figuras conservadoras se intensificou, levando-o a se tornar um conselheiro próximo de Trump.
Conclusão
Atualmente, Miller está posicionado para levar suas ideias radicais ao cenário internacional, refletindo uma estratégia de política externa que poderá ter impactos significativos não apenas nos EUA, mas em toda a América Latina. Sua esposa, Katie Miller, também expressou apoio às suas visões, reforçando a ideologia ultranacionalista que permeia seu círculo íntimo e sua função na administração Trump.
Fonte: english.elpais.com
