Ministra deve deixar Secretaria de Relações Institucionais para disputar Senado; nomes internos são cotados para substituição
A iminente saída de Gleisi Hoffmann da Secretaria de Relações Institucionais antecipa a disputa por sucessão na articulação política do governo Lula, com nomes internos sendo cotados para o cargo.
A iminente saída da ministra Gleisi Hoffmann da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para disputar uma vaga no Senado antecipou a disputa por sucessão na articulação política do governo Lula neste ano eleitoral. Gleisi deverá deixar o cargo até o fim de março, atendendo à legislação que obriga a desincompatibilização de cargos públicos para candidatos.
Perfil da sucessão
Inicialmente, Gleisi planejava concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados, porém, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu disputar uma cadeira na Casa Alta. Nos bastidores do Palácio do Planalto, alguns nomes emergem como possíveis sucessores para a condução da articulação política do governo.
Entre os cotados está Marcelo Almeida Costa, atual secretário-executivo da SRI. Diplomata de perfil técnico e aliado de confiança da ministra, ele é visto como capaz de dar continuidade ao trabalho desenvolvido por Gleisi. Aliados destacam que, apesar do perfil combativo da atual ministra, ela mantém bom trânsito com a cúpula do Legislativo, viabilizando votações importantes para o governo.
Outro nome que ganhou destaque é o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara. Guimarães tem manifestado interesse em disputar o Senado, embora o cenário local permaneça incerto, com a possibilidade de o governador e o ministro da Educação disputarem as vagas disponíveis. Para o PT, a ida de Guimarães à SRI poderia servir como uma saída estratégica caso ele não consiga a candidatura ao Senado, além de alterar o perfil da pasta em direção a uma interlocução mais próxima com o Congresso.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, também foi mencionado como possível sucessor, devido à sua experiência política e bom relacionamento com deputados e senadores. Entretanto, ele demonstrou preferência por permanecer à frente do ministério até o final da atual gestão.
Estratégia eleitoral do governo
A escolha de Gleisi para disputar o Senado integra uma estratégia do presidente Lula para ampliar o apoio governista na Casa. Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas, o equivalente a dois terços das vagas, com dois novos senadores por estado. Essa renovação acirra a disputa entre governistas e oposição, que buscam garantir maioria para impulsionar a agenda do próximo mandato.
A movimentação em torno da sucessão na articulação política reflete o cuidado do governo em manter a interlocução com o Legislativo em um ano marcado por eleições gerais e renovação do Congresso. A preferência por nomes internos indica uma aposta na continuidade do trabalho e no fortalecimento das relações políticas para garantir estabilidade e governabilidade.
A saída de Gleisi Hoffmann e a escolha de seu sucessor são, portanto, peças-chave para o planejamento do governo Lula rumo ao pleito de 2026 e à formação da base parlamentar que sustentará as propostas da gestão nos próximos anos.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
