A saúde pública em Foz do Iguaçu enfrenta uma grave crise, evidenciada por queixas sobre atrasos em exames, longas esperas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dificuldades para agendar consultas. A situação é ainda mais alarmante devido à escassez de leitos, que tem gerado um aumento nas transferências de pacientes para outras localidades, preocupando tanto os cidadãos quanto as autoridades responsáveis.
Recentemente, o Hospital Itamed emitiu um comunicado informando que os serviços de urgência nas áreas de cardiologia e oncologia estão operando além de sua capacidade. No último sábado (15), foi relatado que 21 pacientes aguardavam atendimento em um setor que comporta apenas 16. Em razão desse cenário crítico, a unidade, administrada pela Fundação de Saúde Itaiguapy, anunciou que não poderia receber novos pacientes no pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS) e solicitou à Secretaria Municipal de Saúde e a outros órgãos que realizassem a transferência de novos casos para outras instituições.
Esse é o segundo alerta de crise emitido pelo Hospital Itamed ao longo de 2023. Em abril, a unidade já havia sinalizado a possibilidade de suspender os serviços de maternidade para partos atendidos pelo SUS, devido a problemas financeiros com o Governo do Estado que afetavam sua operação. Após negociações, a situação foi regularizada e os serviços puderam continuar.
O Hospital Municipal Padre Germano Lauck também enfrenta sérios problemas de superlotação. O diretor-geral, Áureo Ferreira, informou que, até o momento, foram emitidos 22 alertas de superlotação nesta unidade em 2023. Esses alertas são gerados quando há um descompasso entre a admissão de novos pacientes e a alta dos internados, indicando uma pressão constante sobre os serviços de saúde.
Além disso, o Conselho Municipal de Saúde de Foz (Comus) registrou um aumento no número de reclamações relacionadas à prestação de serviços do SUS, destacando a falta de insumos e a precariedade dos materiais disponíveis. Em 2024, a Ouvidoria já recebeu 27 solicitações, evidenciando a insatisfação da população com a situação da saúde local.
A Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que a superlotação nos hospitais não significa um fechamento definitivo do atendimento no Hospital Itamed, mas sim um esgotamento temporário da capacidade assistencial. A situação requer uma atuação integrada da rede de saúde e, especialmente, da regulação estadual para garantir a transferência adequada dos pacientes que aguardam leitos.
Com informações minutofoz.com.br