Suplementos e proteína na rotina alimentar

(Créditos: Kindamorphic / iStock)

Entenda o papel do macronutriente no desenvolvimento, na imunidade e na manutenção do corpo ao longo da vida

Atualmente, falar sobre a inclusão de suplementos alimentares na rotina se tornou comum, principalmente quando o assunto é proteína. O tema ganha ainda mais destaque entre quem pratica atividades físicas, quer emagrecer ou busca aumentar os níveis de músculos.

Apesar de ela ser importante para esses fatores, é fundamental fazer o acompanhamento da ingestão correta desse macronutriente em todas as fases da vida, já que tem papel crucial no processo de formação e afeta até o sistema imunológico.

 

Importância da proteína durante a vida

Considerada uma base para a alimentação, essa substância atua principalmente para:

  • crescimento, construção e reparação dos tecidos;
  • fornecimento de energia;
  • fortalecimento do sistema imunológico.

Como acontece com outros nutrientes, sua importância está ligada à necessidade constante do corpo de se desenvolver e se manter.

Para as grávidas, ela se torna essencial tanto para a mãe quanto para o bebê. A gestante que ingere quantidades adequadas tem melhor controle no ganho de peso, evitando complicações como diabetes gestacional e hipertensão. Também é uma boa opção para a manutenção da massa muscular, fortalecendo a saúde.

O feto também tem benefícios, já que ela atua principalmente no crescimento e na estruturação. Ajudando na formação da placenta, as proteínas consumidas pela mãe têm a capacidade de serem transportadas para o pequeno, fortalecendo tecidos, células e órgãos em desenvolvimento.

Nas crianças, seu papel está em manter o crescimento e a evolução dos pequenos. Entre suas funções, está a capacidade de ajudar na estrutura de órgãos e na construção do cérebro e dos músculos.

Na fase adulta, a ingestão de suplementos costuma estar relacionada à prática de musculação e outras atividades físicas. Isso se dá, especificamente, porque ela tem um papel importantíssimo para a recuperação dos tecidos e o reparo dos músculos, ajudando no fortalecimento do corpo e aumentando os níveis de massa magra.

Mas o macronutriente é mais do que isso. Durante a vida adulta, o aporte correto garante saciedade, evitando o sobrepeso, e ajuda na produção de colágeno e elastina, auxiliando principalmente ossos, articulações, pele e cabelo.

Isso mostra que uma boa ingestão durante toda a vida permite um envelhecimento muito mais saudável, com ossos e músculos mais fortes.

 

Como consumir esse nutriente essencial?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o consumo de proteína deve ser de pelo menos 0,8 g de peso corporal para os adultos. Dessa forma, uma pessoa de 70 kg, por exemplo, deve consumir 56 g do elemento nutricional diariamente.

Os principais alimentos que mais suprem essas necessidades nutricionais são os de origem animal, como carnes, ovos, leite e seus derivados. Os macronutrientes contidos aqui são conhecidos como de alto valor, já que têm maior concentração de aminoácidos.

Apesar disso, dietas mais restritivas, como as veganas, também conseguem suprir a necessidade do macronutriente, por meio de alimentos de origem vegetal. Entre os mais nutritivos, estão cereais, leguminosas, hortaliças e raízes.

Nesse caso, a atenção deve ser redobrada, já que essas fontes possuem valor biológico parcial. Por isso, é importante combinar alimentos para que os aminoácidos se complementem. Uma boa estratégia é unir leguminosas, como feijão, soja e lentilha, a cereais, como arroz, milho e aveia.

Também há formas mais práticas de suprir essa meta diária, como consumir barra de proteína ou fazer uso de suplementos alimentares.

Seja qual for o tipo de alimentação escolhido, o acompanhamento médico é indispensável, e monitorar os níveis de nutrientes em todas as fases da vida é fundamental. Só assim é possível elaborar um protocolo para uma ingestão adequada.

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