A UEFA está prestes a oficializar a suspensão da seleção e dos clubes de Israel, devido à guerra na Faixa de Gaza, o que deve criar um impasse nas relações entre a FIFA e os Estados Unidos, que sediará a Copa do Mundo em 2026. A pressão para a suspensão vem de países europeus, especialmente da Espanha, que ameaçou boicotar o Mundial caso Israel participe. Protestos contra Israel também têm aumentado nas competições da UEFA, enquanto a FIFA se vê em uma encruzilhada diante das pressões políticas e sociais.
A iminente suspensão de Israel do futebol levanta tensões entre a UEFA, FIFA e os Estados Unidos, que sedia a Copa do Mundo de 2026.
A iminente suspensão da seleção e dos clubes de Israel do futebol está criando um impasse nas relações entre a UEFA, FIFA e os Estados Unidos, que é uma das sedes da Copa do Mundo de 2026. A UEFA já formou maioria em seu comitê executivo para suspender Israel devido à guerra na Faixa de Gaza, o que pode afetar a participação do país no Mundial.
Pressões políticas na UEFA
A decisão de banir Israel da Copa do Mundo de 2026 tem apoio de países europeus, com destaque para a Espanha, cujo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, ameaçou um boicote ao torneio caso Israel participe. A federação de futebol espanhola também apoia essa posição. Além disso, clubes israelenses têm enfrentado protestos em competições da UEFA, como demonstrado por torcedores do PAOK, que hostilizaram o Maccabi Tel-Aviv em um jogo recente.
A posição dos EUA e da FIFA
Os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, se opõem à exclusão de Israel do Mundial, considerando que se o país se classificar, sua ausência seria inaceitável. A FIFA, presidida por Gianni Infantino, enfrenta um dilema complicado, pois, se a UEFA confirmar a suspensão, a proibição de Israel na Copa de 2026 será inevitável.
Reações globais e impactos
Além da pressão interna, a UEFA e a FIFA estão sendo instadas a tomar medidas semelhantes às que foram aplicadas à Rússia após sua invasão à Ucrânia em 2022. Atletas e representantes de várias nações, incluindo o Canadá e a Austrália, têm criticado o tratamento dado a Israel. O cenário atual é tenso para a seleção israelense nas eliminatórias da UEFA, onde ocupa atualmente o terceiro lugar em seu grupo.
A situação é complexa e reflete não apenas a política esportiva, mas também as tensões geopolíticas que afetam o futebol mundial.