Tecnologia permite que bancos identifiquem fraudes em tempo real

A digitalização dos serviços bancários facilitou transferências, pagamentos e investimentos, porém, esse avanço também trouxe um aumento nas tentativas de fraudes. As instituições financeiras, para proteger seus clientes e o sistema financeiro, têm investido continuamente em tecnologias inovadoras.

Atualmente, algoritmos são empregados para analisar em tempo real uma vasta quantidade de informações, permitindo que comportamentos incomuns sejam detectados antes mesmo que o cliente perceba alguma irregularidade. Movimentações, como compras realizadas no exterior, transferências atípicas ou mudanças abruptas no perfil de uso, podem acionar alertas automáticos, levando à verificação das operações ou até ao bloqueio preventivo das transações.

Esse processo envolve tanto as instituições financeiras quanto órgãos que asseguram a estabilidade do sistema, como o Banco Central. As ferramentas de inteligência artificial, aprendizado de máquina e análise estatística são utilizadas para monitorar constantemente milhões de operações, avaliando fatores como horário da transação, localização geográfica, dispositivo utilizado, histórico do cliente, frequência das operações e destino dos recursos.

Quando uma movimentação foge do padrão habitual, ela é automaticamente sinalizada para uma análise mais detalhada. Por exemplo, uma transferência realizada logo após um acesso por um dispositivo desconhecido pode resultar na solicitação de uma verificação adicional de identidade antes da conclusão da operação. Esse monitoramento contínuo é fundamental para mitigar riscos, preservando a agilidade das transações legítimas.

A identificação automática de transações suspeitas é apenas o primeiro passo. Após o alerta, equipes especializadas em prevenção a fraudes analisam informações complementares para verificar indícios de atividades irregulares. Dependendo da situação, medidas podem ser adotadas para garantir a segurança do cliente e a integridade do sistema financeiro.

Além disso, o Banco Central realiza testes de estresse, que são simulações para avaliar como os bancos e outras instituições financeiras reagiriam a situações extremas, como crises econômicas ou aumentos na inadimplência.

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