Ted Sarandos defende acordo da Netflix com Warner Bros em audiência no Senado

Senate Hearing

Acordo de $83 bilhões gera debates sobre competição e empregos na indústria do entretenimento

Durante audiência, Ted Sarandos defendeu a aquisição da Warner Bros pela Netflix, alegando benefícios para consumidores e a indústria.

O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, se apresentou em uma audiência no Senado para discutir a aquisição de $83 bilhões da Warner Bros, um acordo que gerou intensas preocupações sobre a competição no mercado de streaming e seus potenciais efeitos sobre empregos na indústria do entretenimento. A audiência, intitulada “Examinando o impacto competitivo da proposta de transação entre Netflix e Warner Bros”, foi convocada pelo Subcomitê de Antitruste, Política de Concorrência e Direitos do Consumidor do Senado.

A natureza do acordo e suas implicações

Durante a audiência, o senador Mike Lee (R-Utah), presidente do subcomitê, expressou que o acordo suscita “preocupações antitruste” que precisam ser avaliadas. Ele destacou a concorrência entre Netflix e HBO Max, ambas oferecendo serviços de streaming por assinatura, e como a fusão poderia dar à Netflix uma vantagem desproporcional no mercado. Lee afirmou que isso poderia limitar as opções de conteúdo disponível para o público e prejudicar os cinemas ao restringir o lançamento de filmes.

Por outro lado, o senador Cory Booker (D-New Jersey) levantou preocupações sobre o impacto negativo que a venda da Warner Bros poderia ter sobre os trabalhadores da indústria, ressaltando que isso poderia resultar em uma redução significativa na produção de filmes e séries. Sarandos, no entanto, defendeu que a transação não só preservará empregos, mas também aumentará a oferta de conteúdo.

Resposta de Sarandos às dúvidas

Em suas declarações, Sarandos enfatizou que as produções originais da Netflix já geraram 155.000 empregos em todos os 50 estados e que os negócios da Warner Bros são “muito diferentes” dos da Netflix, prometendo que a operação da Warner será mantida. Ele reiterou que a Netflix pretende respeitar a janela de exibição teatral de 45 dias para os filmes da Warner, desafiando a ideia de que a fusão levaria a uma diminuição da diversidade de conteúdo.

Sarandos afirmou que o acordo é uma oportunidade de oferecer aos consumidores mais conteúdo a preços acessíveis, citando que muitos assinantes do HBO Max também utilizam a Netflix. Ele também mencionou a crescente concorrência de grandes empresas de tecnologia, como Google, Apple e Amazon, que têm investido pesadamente no setor de streaming.

O futuro do streaming e a competição no mercado

A audiência também abordou questões sobre como a Netflix planeja manter os preços acessíveis caso o acordo avance. Senadora Amy Klobuchar (D-Minnesota) pediu garantias de que os preços de streaming permanecerão baixos, especialmente após o aumento de tarifas da Netflix no ano passado. Sarandos respondeu que o setor de streaming é altamente competitivo, permitindo que os consumidores escolham onde gastar seu dinheiro, afirmando que a Netflix está ciente de que pode perder assinantes se não oferecer um valor justo.

Além disso, uma série de senadores republicanos usou a audiência para criticar o que consideram conteúdo “woke” da Netflix, questionando a necessidade de aprovar um acordo que daria à empresa mais poder no mercado. Sarandos defendeu que a Netflix não tem uma agenda política e que oferece uma ampla gama de conteúdos para atender a diferentes gostos, destacando também os controles parentais disponíveis na plataforma.

Considerações finais

Ambas as partes, Netflix e Warner Bros, afirmaram que o acordo garantirá a continuidade de empregos na indústria e que a fusão resultará na criação de um portfólio mais diversificado de conteúdos. A audiência no Senado marca o início de uma análise regulatória mais profunda que poderá determinar o futuro da fusão e seu impacto no setor de entretenimento. Enquanto isso, a Netflix e a Warner Bros continuam a se preparar para defender o acordo diante dos reguladores antitruste nos EUA e na Europa.

Fonte: variety.com

Fonte: Senate Hearing

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