Descobertas recentes sobre a supergigante vermelha e seu impacto no estudo das estrelas
O telescópio Hubble detectou a 'cauda' da estrela companheira de Betelgeuse, confirmando teorias sobre sua estranha dinâmica.
A estrela Betelgeuse, famosa por sua luminosidade e peculiaridade, continua a surpreender os astrônomos. Conhecida como uma das supergigantes vermelhas mais próximas da Terra, Betelgeuse apresenta um comportamento instável, com variações de brilho que intrigam os cientistas há anos. Recentemente, novas evidências obtidas pelo telescópio Hubble, em conjunto com observações de telescópios na Terra, confirmaram a presença de uma estrela companheira na atmosfera externa de Betelgeuse, nomeada Siwarha. Essa descoberta oferece uma nova perspectiva sobre a dinâmica e evolução de estrelas como Betelgeuse.
A descoberta da companheira de Betelgeuse
No mês de julho de 2025, pesquisadores detectaram indícios da estrela Siwarha, uma teoria que já circulava entre os astrônomos. A pesquisa foi liderada por Andrea Dupree, do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian, que afirmou em uma declaração da NASA que a ideia de uma companheira oculta ganhou força nos últimos anos, mas carecia de comprovação direta. Com a nova evidência, Betelgeuse se torna um laboratório natural para observar a evolução de estrelas massivas, seu processo de perda de material e os eventos que levam a explosões supernova.
Siwarha não é apenas uma companheira; ela tem um impacto direto no comportamento de Betelgeuse. As observações revelaram um padrão de mudanças na estrela supergigante, com uma cauda de material mais densa que a atmosfera ao redor, que se torna visível a cada seis anos, quando Siwarha transita entre Betelgeuse e a Terra. Durante esse fenômeno, a cauda altera o espectro de cores emitido por Betelgeuse, proporcionando um vislumbre único da interação entre as duas estrelas.
Impacto das descobertas na astronomia
Os pesquisadores utilizaram dados do Hubble e de observatórios como o Fred Lawrence Whipple, no Arizona, e o Roque de Los Muchachos, nas Ilhas Canárias, para caracterizar a cauda de Siwarha. A movimentação da estrela companheira é comparada a um barco que navega na água, criando ondas visíveis na atmosfera de Betelgeuse. Isso é um marco significativo, pois pela primeira vez há evidências diretas da influência de uma estrela companheira no comportamento de uma supergigante.
Os cientistas estão ansiosos para as próximas observações programadas para 2027, quando Siwarha se tornará visível novamente. O estudo completo dos resultados e suas implicações será publicado no The Astrophysical Journal, durante a 247ª reunião da American Astronomical Society, realizada em Phoenix, Arizona. Essa pesquisa não apenas confirma a existência de Siwarha, mas também lança luz sobre a complexidade das interações estelares e a evolução de estrelas massivas, ampliando nosso entendimento sobre o cosmos.
Fonte: www.space.com
