Televisão estatal do Irã sofre ataque hacker em meio a protestos

m colorida mostra o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei

Canais públicos são invadidos e transmitem mensagens de apoio a manifestantes e a Reza Pahlavi

Canais da televisão estatal do Irã foram hackeados e divulgaram mensagens favoráveis aos protestos contra o governo e apoio a Reza Pahlavi.

Contexto do ataque hacker à televisão estatal do Irã

A televisão estatal do Irã sofreu um ataque hacker no domingo, 18 de janeiro de 2026, em meio à intensificação dos protestos que começaram em 28 de dezembro de 2025 na capital Teerã e se espalharam pelo país. Esse episódio, envolvendo canais públicos transmitindo mensagens de apoio aos manifestantes e ao príncipe herdeiro Reza Pahlavi, revela um cenário de instabilidade política e contestação social profunda. A televisão estatal, sob controle direto do governo do aiatolá Ali Khamenei, é uma das principais ferramentas de comunicação do regime, tornando-se alvo simbólico para os opositores.

Mensagens transmitidas durante a invasão hacker e apoio a Reza Pahlavi

Durante a invasão dos sistemas da televisão estatal, foram exibidos vídeos e chamadas para que a população aderisse às manifestações que exigem mudanças políticas e econômicas. Entre os conteúdos, destacam-se imagens do filho do Xá Mohammad Reza Pahlavi, Reza Pahlavi, que conclamava as forças militares a se unirem aos manifestantes. Além disso, mensagens expressaram apoio ao governo dos Estados Unidos, acusado oficialmente pelo regime iraniano de financiar os protestos para desestabilizar o país. A ação dos hackers, até o momento, não teve seus responsáveis identificados oficialmente.

Repressão governamental e impacto dos protestos na sociedade iraniana

Desde o início dos protestos, o governo iraniano adotou medidas severas, incluindo bloqueio de internet, prisões em massa e uso da força letal. Organizações de direitos humanos indicam que quase 3.919 pessoas morreram em 22 dias de manifestações, a maioria manifestantes. Mais de 24 mil detidos foram contabilizados, embora os números não sejam oficialmente confirmados. A crise econômica profunda é o principal motor das reivindicações, mas o regime atribui as manifestações a conspirações externas, particularmente dos Estados Unidos.

Implicações políticas da crise para o regime do aiatolá Ali Khamenei

O ataque hacker à televisão estatal reflete a crescente contestação interna ao regime do aiatolá Ali Khamenei. A contestação ao controle da mídia estatal indica fragilidade na narrativa oficial e a dificuldade do governo em conter a onda de manifestações. O ressurgimento de Reza Pahlavi como símbolo da oposição reforça o desafio político à continuidade do regime teocrático. O cenário atual demonstra um momento crítico na história política iraniana, com potencial para desdobramentos significativos na estabilidade regional.

Desafios para a comunicação e liberdade de informação durante os protestos

O bloqueio da internet e a censura imposta pelo governo dificultam a circulação de informações independentes dentro do Irã. Ainda assim, imagens e vídeos dos protestos e do ataque hacker foram divulgados em redes sociais externas, ampliando a atenção internacional ao conflito. A invasão da televisão estatal é um episódio emblemático da resistência digital contra a repressão, evidenciando a importância das tecnologias de comunicação como ferramentas de mobilização social mesmo em contextos autoritários.

Esses fatos reforçam o papel da televisão estatal do Irã como um campo de batalha simbólico na disputa pelo controle da informação e da legitimidade governamental em meio à crise atual.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida mostra o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: