Temporal provoca queda de energia e caos em São Paulo

Mais de 50 mil moradores enfrentam dificuldades devido às chuvas intensas

Um forte temporal atinge São Paulo, deixando mais de 50 mil pessoas sem luz e causando alagamentos em diversas regiões da cidade.

As chuvas intensas que atingiram São Paulo na última quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, deixaram uma marca significativa na vida dos moradores da capital paulista e da Região Metropolitana. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) emitiu um alerta, colocando a cidade em estado de atenção, uma medida que reflete a gravidade da situação. Os impactos foram imediatos, com mais de 50 mil pessoas reportando falta de energia elétrica, segundo informações da Enel.

A gravidade da situação

A Zona Leste da cidade foi uma das mais afetadas, onde um incidente notável ocorreu na Avenida Inácio Monteiro, em Guaianases, quando passageiros de um ônibus ficaram ilhados devido ao acúmulo de água. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, felizmente, conseguiu resgatar os ocupantes do veículo, evitando um desfecho ainda mais trágico. Além disso, a cidade enfrentou uma série de emergências, incluindo transbordamentos nos córregos Três Pontes, no Itaim Paulista, e Guaratiba, em Guaianases.

As rajadas de vento, que chegaram a 32,5 km/h na região da Lapa, também contribuíram para o caos. O balanço do Corpo de Bombeiros entre as 14h e 17h registrou 11 chamadas relacionadas a enchentes, 9 quedas de árvores e 2 desabamentos, evidenciando a gravidade do fenômeno climático.

Consequências para a mobilidade

A infraestrutura da cidade sofreu igualmente com as chuvas. Várias vias importantes, entre elas as avenidas Ibirapuera, Professor Abraão de Morais e Presidente Tancredo Neves, enfrentaram pontos de alagamento que dificultaram o tráfego. Motoristas e pedestres encontraram dificuldades para se locomover, gerando atrasos e transtornos variados. O estado de alerta foi estendido também para cidades do ABC, que enfrentam condições severas devido ao clima.

Esses eventos climáticos extremos são um lembrete da vulnerabilidade das áreas urbanas frente a fenômenos naturais, exigindo uma reflexão sobre as políticas de infraestrutura e gestão de emergências nas grandes cidades. Com a continuidade das mudanças climáticas, é imperativo que políticas públicas sejam implementadas para mitigar os efeitos de tais desastres e proteger a população.

Fonte: jovempan.com.br

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