Tensões aumentam após ataque dos EUA a usina nuclear no Irã

Neste domingo (19), o clima de tensão entre o Irã e os Estados Unidos escalou após a Organização de Energia Atômica do Irã declarar que forças americanas atacaram uma usina nuclear em construção na localidade de Darkhovin, no sudoeste do país. O ataque, segundo a organização, foi realizado com vários projéteis e foi descrito como um ato agressivo que contraria o direito internacional.

Em paralelo, um oficial militar israelense anunciou que Israel está se preparando para receber um reforço de aeronaves de reabastecimento aéreo dos Estados Unidos. O governo americano estaria ajustando seu posicionamento de forças na região, com a expectativa de que dezenas de aviões cheguem ao território israelense.

A embaixada dos Estados Unidos em Amã, na Jordânia, também emitiu um alerta neste domingo, recomendando que cidadãos americanos evitassem o Aeroporto Internacional e o porto marítimo de Aqaba devido a uma "ameaça específica e crível". Apesar do aviso, autoridades jordanianas negaram que tenha ocorrido evacuação em ambos os locais.

Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã reportou um incidente envolvendo dois navios que se envolveram em um "acidente" ao tentarem atravessar o Estreito de Ormuz por uma rota considerada insegura. A Guarda afirmou que os barcos ignoraram avisos e atuaram com apoio dos Estados Unidos.

Os ataques americanos no Irã se intensificaram, completando oito dias consecutivos de bombardeios, afetando principalmente infraestruturas civis, como pontes e usinas de dessalinização. O braço militar iraniano afirmou ter destruído um sistema de radar de longo alcance e várias aeronaves de reabastecimento dos EUA, além de relatar danos a outras.

Recentemente, homens armados tomaram controle do navio-tanque químico Asana, que navegava perto da costa sul do Iémen, no Golfo de Áden. O navio, que tinha como destino o porto de Bosaso, na Somália, foi abordado por fontes de segurança marítima. Este incidente ocorreu após o Irã ter orientado ações de grupos rebeldes no Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Golfo de Áden ao Mar Vermelho.

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