Uma terapeuta de São Paulo que atua como doula da morte tem acolhido pessoas enlutadas por meio de funerais simbólicos e retiros de finitude. O trabalho busca oferecer um espaço para que os participantes elaborem a perda e enfrentem o tema da morte, ainda cercado de tabus.
A abordagem inclui a realização de cerimônias simbólicas, que permitem aos enlutados se despedir de entes queridos de forma ritualizada, mesmo sem um corpo presente. Além disso, os retiros de finitude propõem reflexões sobre a própria mortalidade e o processo de luto.
De acordo com a terapeuta, a proposta é romper com a dificuldade de falar sobre a morte e oferecer acolhimento a quem perdeu alguém. O funeral simbólico surge como alternativa para pessoas que não puderam realizar rituais de despedida ou que buscam uma forma complementar de elaborar a perda.
O trabalho da doula da morte não substitui acompanhamento psicológico ou médico, mas se apresenta como uma forma de suporte emocional e ritualístico. A terapeuta relata que os encontros ajudam os participantes a nomear sentimentos e a compartilhar experiências com outras pessoas em situação semelhante.