Tesouro Direto hoje registra queda nas taxas com recuo dos Treasuries

Taxas do Tesouro Direto caem influenciadas pela baixa dos títulos americanos e melhora no cenário externo

Tesouro Direto hoje apresenta recuo nas taxas com queda dos Treasuries e alívio nas tensões geopolíticas, refletindo cenário externo mais favorável.

O Tesouro Direto hoje apresentou uma movimentação de queda nas taxas dos seus títulos pela manhã desta quinta-feira (22), refletindo um ambiente externo mais ameno e a redução dos rendimentos dos Treasuries, os títulos públicos dos Estados Unidos.

Por volta das 9h50 (horário de Brasília), os papéis prefixados com vencimentos em 2028, 2032 e 2035 tiveram seus rendimentos anuais ajustados para níveis inferiores ao fechamento anterior, com destaque para o vencimento em 2028, que caiu de 13,04% para 13%. Já os títulos atrelados à inflação mostraram queda nas taxas, como o papel com vencimento em 2029, que passou a pagar 7,88% acima do IPCA, a menor taxa da semana.

Influência dos Treasuries e cenário externo

A redução das taxas no Tesouro Direto ocorre em consonância com a queda nos rendimentos dos Treasuries norte-americanos. Por volta do mesmo horário, o título de 10 anos dos EUA oferecia 4,25% ao ano, abaixo dos 4,29% do fechamento anterior. Títulos de prazos mais longos também apresentaram ligeira queda, refletindo a diminuição da aversão ao risco no mercado global.

Esses movimentos foram impulsionados por uma melhora no cenário geopolítico, principalmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de impor tarifas que seriam aplicadas a negociações envolvendo a Groenlândia. Trump afirmou que um acordo futuro está em formação e cancelou as taxações previstas para 1º de fevereiro, sinalizando um ambiente de maior cooperação na região do Ártico.

Repercussão nos mercados e investimentos

O alívio nas tensões internacionais favoreceu a alta das bolsas e contribuiu para a redução no custo de captação dos títulos públicos brasileiros. Investidores mostram-se mais confiantes, refletindo-se na diminuição das taxas oferecidas pelos papéis do Tesouro Direto.

Essa conjuntura pode influenciar decisões de investimento, já que a queda das taxas indica menor remuneração para novos compradores, mas também sinaliza uma estabilização do mercado em meio a incertezas recentes.

Perspectivas para os títulos públicos

Com as tensões externas amenizadas e a postura mais conciliadora das autoridades americanas, a expectativa é que as taxas continuem em níveis mais baixos ou estáveis, permitindo um ambiente mais favorável para o investimento em renda fixa.

No entanto, investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos das negociações internacionais e o comportamento dos indicadores econômicos para ajustar suas estratégias conforme o cenário evolua.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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