Tesouro Direto: taxa do IPCA+ atinge 8% com influência externa

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Alta nas taxas do Tesouro Direto reflete tensões globais e avanço do IPCA

Taxa IPCA+ do Tesouro Direto retorna a 8%, maior nível desde novembro de 2025, impulsionada por tensões internacionais.

Os títulos do Tesouro Direto apresentaram alta nas taxas de rendimento na manhã de terça-feira (20), refletindo pressões externas e a elevação do IPCA, que atingiu seu maior nível do ano.

Taxas do Tesouro Direto em alta

Por volta das 10h (horário de Brasília), o título prefixado com vencimento em 2028 oferecia um rendimento anual de 13,12%, acima dos 13,08% do fechamento anterior. Títulos prefixados com vencimentos em 2032 e 2035 pagavam 13,79% e 13,89% ao ano, respectivamente, indicando uma tendência de valorização dos juros.

O destaque ficou para o título IPCA+ com vencimento em 2029, que voltou a oferecer rendimento real de 8% ao ano, a maior taxa desde novembro de 2025, superando os 7,96% anteriores. Já o título de prazo mais longo, com vencimento em 2050, passou a pagar IPCA +7,12% ao ano, acima dos 7,06% do último fechamento.

Influência dos mercados internacionais

O aumento das taxas internas acompanha o comportamento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, onde os rendimentos dos Treasuries de 10, 20 e 30 anos subiram para 4,28%, 4,87% e 4,92%, respectivamente. Essa elevação dos juros americanos pressiona o mercado brasileiro, refletindo na remuneração dos títulos públicos nacionais.

Pressões geopolíticas e impacto no mercado

O cenário de alta nas taxas está associado a tensões geopolíticas recentes, especialmente após declarações do governo dos EUA sobre a Groenlândia. No último sábado (17), o presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas a países europeus caso Washington não obtenha autorização para anexar o território groenlandês, criando incertezas no comércio internacional.

O feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos na segunda-feira (19) manteve o mercado americano fechado, concentrando para esta terça-feira as reações dos investidores. Essa conjuntura global gera volatilidade e eleva o prêmio exigido pelos investidores nos títulos públicos brasileiros.

Cenário para investidores

Diante desse contexto, os investidores que aplicam no Tesouro Direto observam o aumento dos rendimentos como uma oportunidade, mas também como um reflexo das incertezas globais. A elevação da taxa IPCA+ para 8% representa um retorno real atrativo, porém atrelado a riscos externos que influenciam o mercado doméstico.

O movimento das taxas do Tesouro Direto destaca a interconexão dos mercados financeiros globais e a sensibilidade dos títulos públicos brasileiros às variações nas condições internacionais.

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: reprodução

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