Método simples e acessível para identificar adulterações
Novo teste da Unesp permite detectar metanol em bebidas alcoólicas em menos de 30 minutos.
Com o aumento de casos de bebidas alcoólicas adulteradas, um teste desenvolvido pelo Instituto de Química da Unesp em Araraquara permite detectar metanol em menos de 30 minutos. Este método acessível e eficaz pode ser realizado com soluções simplificadas, tornando-se crucial em um momento em que a segurança alimentar é uma preocupação crescente.
Como funciona o teste
A metodologia consiste em adicionar um sal ao líquido que transforma o metanol em formol, caso esteja presente. Em seguida, um ácido é adicionado, provocando mudanças na coloração da solução. O tempo para o efeito no etanol e bebidas alcoólicas é de aproximadamente 15 minutos, enquanto em combustíveis o processo leva cerca de 25 minutos. A coloração final da solução indica a concentração de metanol:
- Verde: Sem quantidades significativas de metanol
- Verde amarronzado: 0,1% a 0,4% de metanol
- Marrom: 0,5% a 0,9% de metanol
- Roxo: 1% a 20% de metanol
- Azul marinho: 50% a 100% de metanol
Importância do teste
Com o aumento de intoxicações por metanol em vários estados, o uso desse teste rápido pode se popularizar. Avaliado em cerca de R$ 15 por kit, o método não requer mão de obra especializada e pode ser feito por qualquer pessoa. Os primeiros casos de intoxicação foram registrados em São Paulo, resultando em pelo menos cinco mortes. Recentemente, a Bahia também confirmou um caso fatal relacionado ao metanol.
Sintomas e cuidados
Os sintomas iniciais da intoxicação por metanol incluem dor de cabeça e náuseas, frequentemente confundidos com ressaca. O Ministério da Saúde orienta cautela na ingestão de bebidas destiladas e recomenda procurar assistência médica ao apresentar sinais de mal-estar. Não há métodos caseiros confiáveis para detectar metanol, tornando o teste da Unesp uma ferramenta essencial para a segurança do consumidor.