Texas avança com proposta de ensino obrigatório de histórias bíblicas nas escolas públicas

O Texas está prestes a implementar uma nova diretriz que exigirá que mais de 5 milhões de estudantes da rede pública aprendam sobre histórias bíblicas. Esta iniciativa é parte de um movimento mais amplo liderado por conservadores que busca inserir ensinamentos cristãos nas salas de aula do país.

Na última sexta-feira, 26, o Conselho Estadual de Educação do Texas, que possui uma maioria republicana, aprovou uma proposta que estabelece a leitura obrigatória de histórias infantis da Bíblia e versículos em seu currículo escolar. Essa medida foi recebida com entusiasmo por alguns setores da sociedade, que veem na Bíblia um texto literário fundamental para a compreensão da história ocidental e das fundações dos Estados Unidos.

O estado já havia demonstrado uma inclinação em direção a ensinamentos religiosos, ao se tornar, no ano passado, o primeiro a exigir que os Dez Mandamentos sejam exibidos nas salas de aula, uma legislação que foi recentemente confirmada por um tribunal federal. A nova lista de leituras obrigatórias incluirá versões ilustradas da história de Davi e Golias para o ensino fundamental, bem como passagens sobre Adão e Eva para os alunos mais velhos.

Além disso, durante a mesma reunião, o conselho decidiu revisar o currículo de estudos sociais, aumentando o foco na história do Texas e dos Estados Unidos e reduzindo a ênfase em temas relacionados a outras culturas. Essa mudança resultou na eliminação do curso “Culturas do Mundo” da sexta série e na ampliação das aulas sobre comunismo.

As propostas, que entrarão em vigor em 2030, têm gerado discussões acaloradas entre professores, pais e membros da comunidade. Durante as reuniões do conselho, centenas de pessoas expressaram tanto apoio quanto apreensão em relação às novas diretrizes.

Os defensores da proposta argumentam que o estudo da Bíblia é essencial para que os alunos compreendam a herança cultural e histórica da sociedade americana. Um grupo de políticas públicas considerou a aprovação uma vitória na luta para eliminar do currículo escolar conteúdos relacionados a raça e história que, segundo eles, criam divisões entre os alunos e criticam os fundadores do país.

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