tgar11: fundo imobiliário derrete 14% em três dias; o que está por trás e o que fazer

Entenda os fatores que levaram à queda acentuada do TGAR11 e as perspectivas para o futuro.

O fundo imobiliário TGAR11 sofreu uma queda de 14% em três dias devido a revisões nas projeções de rendimento e impactos da alta da Selic.

O TG Ativo Real (TGAR11) chamou a atenção nesta semana por um motivo negativo: a queda de mais de 14% no valor de suas cotas em apenas três dias. Essa drástica desvalorização gerou questionamentos sobre a saúde financeira do fundo e as razões subjacentes a esse tombo. Analisando os fatos, a principal causa identificada foi a revisão para baixo das projeções de rendimento, que agora variam entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota, conforme anunciado pela administradora do fundo na terça-feira (27).

Contexto da Queda do TGAR11

A decisão de revisar o guidance foi impulsionada por fatores macroeconômicos, em especial a manutenção da taxa Selic em níveis restritivos. Segundo o BB Investimentos, mesmo com a diversificação de ativos, o fundo não conseguiu escapar dos impactos negativos que o ciclo de alta de juros teve sobre o desempenho das vendas nas incorporações imobiliárias. Essa situação resultou em uma receita abaixo do esperado para o TGAR11.

Além disso, o cenário se agravou no final de 2025, com uma maior demora nos recebimentos dos repasses dos financiamentos das unidades vendidas e o adiamento dos pagamentos referentes às vendas de loteamentos como Cipasa/NovaColorado. Esses elementos levaram a gestão do fundo a tomar uma postura mais conservadora nas suas projeções.

Atualmente, o TGAR11 conta com um patrimônio líquido superior a R$ 2,5 bilhões, distribuídos em 177 ativos, dos quais 141 são projetos imobiliários. O BB destaca que cerca de 83% do patrimônio e 85% da receita do fundo estão atrelados a fatores macroeconômicos como emprego e renda, o que os torna vulneráveis a variações de mercado.

O Que Esperar a Partir de Agora?

Apesar da queda acentuada, o BB Investimentos ressalta que mais de 72% dos projetos imobiliários do TGAR11 estão com obras adiantadas, o que minimiza os riscos de execução. Todavia, a continuidade dessa dinâmica está condicionada ao ritmo de vendas, que, segundo a equipe da TG Core, ainda enfrenta os desafios impostos pelas taxas de juros elevadas.

Para contornar essa situação, a gestão do fundo tem intensificado ações de marketing digital e reforçado sua equipe de vendas, na esperança de manter a comercialização dos ativos em um ritmo saudável. Essa estratégia é crucial, uma vez que as oscilações nas vendas são uma realidade no setor de incorporação, especialmente para ativos que não contam com incentivos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

O novo guidance para o primeiro semestre de 2026 sugere um rendimento de dividendos entre 10,5% e 15%, com base no preço atual de mercado. Essa perspectiva ainda é considerada atrativa pelos analistas do BB, especialmente se considerarmos a possibilidade de cortes na taxa de juros ao longo do ano, o que poderia levar a uma reaceleração nas vendas.

Conclusão

Em suma, embora o TGAR11 tenha enfrentado um revés significativo nos últimos dias, a análise de mercado sugere que existem oportunidades para os investidores dispostos a assumir riscos. A trajetória futura do fundo dependerá, em grande parte, da evolução das taxas de juros e do desempenho no setor imobiliário. Portanto, investidores que mantenham uma visão de longo prazo podem encontrar no TGAR11 uma opção interessante, apesar das incertezas atuais.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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