Governo dos EUA enfrenta crise após tiroteio fatal de agentes federais em Minnesota

A keyphrase 'tiroteio fatal de agentes federais' destaca a tensão política, com risco de paralisação do governo e ameaças militares

Tiroteio fatal de agentes federais em Minnesota aumenta pressão sobre Senado dos EUA e aproxima paralisação do governo.

O recente tiroteio fatal de agentes federais em Minnesota gerou uma crise política que ameaça a estabilidade do governo dos Estados Unidos. O incidente, ocorrido em Minneapolis, onde um agente do Immigration and Customs Enforcement (ICE) matou Renee Good, intensificou o debate sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) e levantou a possibilidade de uma nova paralisação governamental.

Pressão no Senado e impasse orçamentário

Após a aprovação na Câmara dos Representantes de uma série de projetos de lei de financiamento, incluindo recursos para o DHS, o Senado precisa aprovar esses textos em um “minibus” para evitar que o governo fique sem recursos na sexta-feira. Democratas, porém, condicionam seu apoio a reformas na atuação do ICE, exigidas após as recentes ações violentas em Minnesota. O tiroteio fatal e outro incidente não letal envolvendo agentes de imigração provocaram protestos e cobranças por mudanças no Departamento.

Senadores como Chris Murphy, membro influente da subcomissão responsável pelo orçamento do DHS, reforçaram a necessidade de vincular as reformas ao financiamento, declarando que o Senado não deve manter os recursos para uma versão do ICE que promove “confirmação, caos e distopia”. Por sua vez, a líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, e os senadores democratas de Minnesota pedem a retirada do ICE do estado, ainda que sem se posicionar diretamente sobre a aprovação do orçamento.

Acusações de Trump e ameaça de uso das forças armadas

O ex-presidente Donald Trump elevou a tensão política ao acusar o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, de incitarem uma insurreição ao pedirem a retirada dos agentes federais da cidade. Trump sugeriu que pode invocar a Lei de Insurreição de 1807 para mobilizar tropas das forças armadas ativas no estado, aumentando o conflito para uma esfera constitucional.

Na última semana, dois batalhões da 11ª Divisão Aerotransportada do Exército, especializados em operações árticas e baseados no Alasca, receberam ordens para se preparar para o desdobramento, sinalizando uma possível intervenção militar no estado. Trump afirmou anteriormente que usaria a lei caso as autoridades locais não controlassem “agentes profissionais e insurretos” que atacam os agentes do ICE.

Reações e demandas por reforma

Além das manifestações políticas, agentes federais foram acusados de deter crianças pequenas, prender cidadãos americanos e entrar em residências sem mandados judiciais, fatos que agravaram a oposição às suas operações em Minnesota. Parlamentares como Alexandria Ocasio-Cortez pedem o bloqueio imediato do financiamento ao ICE e a ativação da Guarda Nacional para conter os excessos.

A situação atual coloca o Congresso diante de um dilema: aprovar o financiamento do DHS com a atual estrutura do ICE, ou impor reformas que podem desencadear um impasse orçamentário e uma possível paralisação governamental.

Cenário e consequências

Com o prazo para o esgotamento dos recursos se aproximando, o Senado enfrenta pressão para agir rapidamente, mas o desgaste político provocado pelas ações do ICE em Minneapolis e a retórica inflamável de Trump complicam as negociações. Caso o financiamento não seja aprovado, o governo federal poderá ficar sem recursos, repetindo o impasse ocorrido em novembro.

A possibilidade de mobilização militar no estado representa uma escalada inédita na disputa, que pode transformar uma crise orçamentária em uma crise constitucional. O desfecho desse conflito terá impacto direto na política de imigração e na governabilidade dos Estados Unidos nos próximos meses.

Fonte: fortune.com

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