Ministro do STF determina alteração no cronograma para agilizar investigações do Banco Master
Ministro Dias Toffoli ordena que a Polícia Federal concentre os depoimentos do caso Master em dois dias no STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou uma mudança significativa na condução das investigações do caso Master, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. A decisão orienta que a Polícia Federal (PF) concentre os depoimentos dos investigados em apenas dois dias, realizando-os em uma sala de audiências do próprio STF.
Alteração no cronograma de depoimentos
Inicialmente, os depoimentos estavam previstos para ocorrer ao longo da última semana de janeiro e na primeira semana de fevereiro. Entre os convocados estavam o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e outros investigados. A ordem do ministro Toffoli cancelou as datas originais, e a PF informou os advogados sobre a necessidade de um novo cronograma, ainda a ser definido.
Impacto na investigação
Essa determinação representa uma intervenção direta do ministro na investigação conduzida pela PF. Recentemente, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, também relacionada ao caso Master, Toffoli havia retirado da Polícia Federal a responsabilidade pela guarda e análise dos materiais apreendidos, decisão que foi parcialmente revertida após críticas. A concentração dos depoimentos busca, aparentemente, agilizar a coleta de informações e centralizar os procedimentos no âmbito do STF.
Repercussão e contexto
O caso Master tem mobilizado grande atenção no meio jurídico e financeiro, envolvendo importantes agentes do setor bancário. As decisões do ministro Toffoli mostram a complexidade e sensibilidade da investigação, que envolve medidas excepcionais para a condução das diligências. O impacto dessas ações na transparência e no andamento do processo deverá ser acompanhado de perto pela opinião pública e pelos especialistas em direito.
A reorganização das oitivas reforça o papel do STF no controle e supervisão de investigações que envolvem figuras relevantes para o sistema financeiro brasileiro, bem como a Polícia Federal, que deve adaptar sua atuação para atender às determinações judiciais.
Fonte: www.moneytimes.com.br
