Toffoli prorroga investigação da PF sobre Banco Master por 60 dias

Andressa Anholete/STF

STF mantém sigilo e transfere custódia de apreensões à PGR no caso Banco Master

Toffoli autoriza prorrogação de 60 dias para investigação da PF sobre o Banco Master, com custódia dos materiais sob a PGR.

No dia 16 de janeiro de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, autorizou a prorrogação por mais 60 dias da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que apura supostas irregularidades no Banco Master. O inquérito, que tramita em sigilo, teve seu prazo estendido após solicitação da própria PF, refletindo a complexidade do caso.

A decisão do STF e o andamento do caso

Toffoli, relator do processo na Corte, concordou com o prolongamento para garantir a continuidade das diligências. Entre as medidas recentes, o ministro determinou a indicação de peritos da Polícia Federal para acompanhar a extração e perícia dos dados recolhidos durante a operação realizada em 14 de janeiro de 2026.

Inicialmente, os materiais apreendidos — que incluem telefones, computadores e outros dispositivos eletrônicos — seriam mantidos lacrados na sede do STF. Contudo, após reavaliação, Toffoli transferiu a custódia desses itens à Procuradoria-Geral da República (PGR), que assumirá o controle das provas para assegurar maior transparência e segurança jurídica no processo.

Implicações do sigilo e da perícia

O segredo de justiça que envolve a investigação visa preservar a integridade das provas e evitar interferências externas. A escolha de peritos internos da PF para a análise técnica reflete a necessidade de expertise especializada diante da complexidade dos dados apreendidos.

Essa medida também reforça o compromisso das instituições brasileiras em conduzir investigações delicadas com rigor técnico e respeito às garantias legais, especialmente em casos que envolvem instituições financeiras como o Banco Master.

Contexto das investigações financeiras

O Banco Master tem sido foco de investigações por supostas irregularidades que podem envolver lavagem de dinheiro, fraudes ou outros crimes financeiros. A extensão do prazo para a conclusão da apuração indica a necessidade de aprofundar a coleta de evidências e realização de perícias técnicas para embasar possíveis ações judiciais.

A atuação das instituições no combate a crimes financeiros

A prorrogação autorizada por Toffoli demonstra a articulação entre o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República para fortalecer o combate a ilícitos no sistema financeiro. A atuação conjunta busca assegurar que as investigações avancem de forma eficaz, mesmo diante da complexidade e sigilo que o caso exige.

O acompanhamento do caso pelo STF reforça a importância do Poder Judiciário no controle e fiscalização de processos que afetam a confiança nas instituições financeiras e o sistema legal brasileiro.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Andressa Anholete/STF

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