Tomando decisões estratégicas com base em dados: por onde começar?

A cultura data-driven se consolida como tendência no mundo empresarial, trazendo vantagem competitiva e maior lucratividade para organizações que adotam a análise de informações como base para o planejamento estratégico

Na era digital, os dados representam muito mais que apenas informações soltas. Quando colocadas em contexto, elas são capazes de revelar intenções e padrões de comportamento. Aplicadas às necessidades empresariais, podem guiar estratégias, auxiliar na tomada de decisões e, como resultado, proporcionar mais lucratividade às organizações.

Gestão baseada em dados: o que é e por que ela é fundamental

A cultura que prioriza os dados como fonte principal de informações é chamada de cultura data-driven. Esse conceito entende que uma boa coleta de dados, junto a uma boa análise do que foi obtido e uma boa estratégia montada com tudo isso, é capaz de dar muito mais embasamento às decisões de mercado, em comparação à mera intuição ou suposição.

Além de dados que acontecem de forma externa à empresa, como tendências de mercado e número de vendas, a cultura data-driven também pode ser adotada voltando os olhos para dentro dos processos. Assim, cada etapa do processo produtivo ou cada etapa da gestão também pode ser mensurada e passar pelo crivo da análise de dados.

As fontes internas e externas podem ser confrontadas e, dessa forma, gerar uma nova dimensão de dados a serem comparados em novos contextos. O número de vendas pode ser confrontado com o número de peças produzidas em determinada empresa, por exemplo, fornecendo um parâmetro preciso do quanto é necessário fabricar.

Com o auxílio de softwares, esse processo fica ainda mais eficiente. Diversas plataformas CRM ou ERP são capazes de coletar dados internos e externos e ajudar a colocá-los em contexto. Um software ERP pode comparar dados de diversos setores da mesma empresa, como produção, vendas, estoque e compras e, a partir daí, permitir que se tracem estratégias com objetivos bem definidos.

A Inteligência Artificial tem potencializado esses resultados. Dados obtidos podem ser trabalhados pela IA por meio de avançados algoritmos, agilizando resultados e processos ou mesmo os automatizando. Em suma, a cultura data-driven é capaz de entregar eficiência operacional, previsibilidade e diminuir o risco de decisões mal tomadas.

Como aplicar a gestão baseada em dados na tomada de decisões

Implantar uma cultura data-driven na empresa pode ser desafiante no começo. Encontrar alguma resistência ou ter dúvidas é algo relativamente normal. Afinal, todos os processos precisam ter sua mentalidade alterada. Encorajar a coleta de dados em vários processos e entender que, dali em diante, todas as decisões serão baseadas em dados é uma realidade nova.

Adotar ferramentas tecnológicas para a análise de dados é fundamental. Bancos de dados e plataformas de Business Intelligence (BI) permitem a coleta, armazenamento e visualização de dados em tempo real. O conhecimento de bancos de dados relacionais, como MySQL, e de linguagens de programação que lidam bem com dados, como Python, é fundamental.

O papel dos profissionais qualificados no planejamento estratégico

A cultura também se beneficia de uma alfabetização de dados, ou Data Literacy, algo que permite que todos os setores falem a mesma linguagem quando o assunto é informação. Difundir a importância dessa abordagem frequentemente entre os colaboradores nunca é demais.

Além disso, a figura de especialistas em gestão de dados também é muito importante, ainda mais quando esse profissional é focado em um determinado segmento mercadológico. Um exemplo é o formado tecnólogo em gestão de cooperativas, capaz de interpretar indicadores do setor e aplicar estratégias que garantem o crescimento sustentável das organizações.

A cultura data-driven é capaz de integrar setores, tornando a empresa mais estratégica e voltada para resultados, ganhando assim mais competitividade em um mercado cada vez mais acirrado. Tudo por meio da economia de tempo, redução de retrabalho e otimização de processos através da coleta e uso estratégico dos dados.

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