Troca de ministros: Lula define substituições-chave no governo

Ricardo Stuckert

Lula anuncia Olavo Noleto para Relações Institucionais e prepara mudanças em pastas estratégicas

Lula inicia troca de ministros com Olavo Noleto na articulação política e prepara mudanças em Casa Civil e Fazenda para as eleições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início a uma movimentação importante no governo ao anunciar a troca de ministros em pastas estratégicas. A “troca de ministros” inclui a nomeação de Olavo Noleto para a chefia da Secretaria de Relações Institucionais, cargo antes ocupado por Gleisi Hoffmann, que deixará o governo para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.

Olavo Noleto e a nova direção da articulação política

Olavo Noleto assume o posto após atuar como secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável (Conselhão) e já ter experiência na própria Secretaria de Relações Institucionais, inclusive como interino. Sua indicação reflete o perfil político e a experiência na articulação parlamentar considerados essenciais para o momento eleitoral, diferindo do perfil mais técnico do atual secretário-executivo Marcelo Costa.

Saída de Gleisi Hoffmann e agenda eleitoral

Gleisi Hoffmann, que inicialmente cogitava disputar uma vaga na Câmara, foi orientada por Lula a buscar o Senado, reforçando a estratégia de eleger aliados com força política local. A legislação eleitoral exige que ministros e auxiliares que pretendem se candidatar renunciem até o início de abril, o que indica o prazo para as transições no governo.

Mudanças previstas na Casa Civil e Fazenda

Além da Secretaria de Relações Institucionais, outras pastas devem passar por substituições. O ministro Rui Costa, da Casa Civil, deve deixar o cargo para disputar o Senado ou o governo da Bahia. Miriam Belchior, atual secretária-executiva e ex-ministra do Planejamento, desponta como principal candidata à sucessão. Na Fazenda, Fernando Haddad também deve sair, com Dario Durigan, secretário-executivo da pasta, cotado para assumir devido à sua relação próxima com Lula e a gestão eficiente da área.

Estratégia política e manutenção da base aliada

A troca de ministros faz parte da estratégia de Lula para fortalecer sua base política e ampliar o apoio no Congresso após as eleições de 2026. A movimentação busca garantir que os ministros com influência local disputem cargos eletivos, ao mesmo tempo em que se mantém a estabilidade administrativa para evitar que o desempenho do governo seja prejudicado durante o processo eleitoral.

Impactos no Congresso e gestão das emendas

Parlamentares avaliam que a escolha de Noleto, com trajetória política em Brasília, é fundamental para conduzir as negociações das emendas parlamentares, instrumento-chave para alocar recursos às bases eleitorais. O calendário aprovado para o pagamento dessas emendas em 2026 deve facilitar a relação entre o Congresso e o Executivo, minimizando potenciais atritos nesse período.

Outras possíveis saídas e candidaturas

Além dos ministros principais, secretários como André Ceciliano, Júlio Pinheiro e Moema Gramacho também devem deixar seus cargos para disputar eleições, o que evidencia a amplitude da renovação política no governo.

A movimentação do governo mostra que o planejamento eleitoral é prioridade para Lula, que busca equilibrar a renovação política e a manutenção da governabilidade até o fim deste mandato.

Fonte: baccinoticias.com.br

Fonte: Ricardo Stuckert

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