Reencontros marcam o maior gesto de reconciliação desde o início da guerra
A troca de reféns entre Israel e Hamas trouxe cenas emocionantes de reencontros e celebrações em diferentes regiões.
Na segunda-feira (13), a troca de reféns entre Israel e Hamas trouxe cenas emocionantes de reencontros em Israel e nos territórios palestinos, sendo considerada o maior gesto de reconciliação desde o início da guerra há dois anos. Famílias esperavam ansiosas a chegada dos 20 reféns libertados, após mais de 700 dias de cativeiro na Faixa de Gaza, resultando em abraços emocionantes e lágrimas de alívio.
Números e indicadores do caso
Entre os libertados estão jovens sequestrados no festival Nova, soldados capturados em combate e moradores de kibutzim atacados em 7 de outubro de 2023, quando cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e mais de 250 foram levadas como reféns. Em contrapartida, multidões em Ramallah celebravam a libertação de centenas de prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua e aproximadamente 1,7 mil detidos sem acusação formal desde 2023.
Reações e declarações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no Parlamento de Israel, chamando o momento de “um amanhecer histórico para um novo Oriente Médio”. Ele destacou que a libertação dos reféns e a trégua representam um “triunfo incrível” e marcam o início de uma nova era de fé e esperança. Trump também mencionou que as forças do caos e do terror estão enfraquecidas e que o “longo e doloroso pesadelo” acabou.
Desafios futuros
Apesar das celebrações, o futuro de Gaza permanece incerto. Israel exige o desarmamento do Hamas e a retirada completa do grupo do território, enquanto líderes palestinos defendem a criação de uma nova autoridade civil para administrar a região. O desenrolar desse complexo cenário continua a ser monitorado por autoridades locais e internacionais.