A trombose venosa profunda é frequentemente associada a pacientes internados, mas essa percepção está longe de cobrir todas as situações de risco. Este tipo de trombose ocorre quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas, e pode levar a complicações graves, como a embolia pulmonar, quando parte do trombo se desprende e atinge os pulmões.
Os riscos de trombose não se limitam ao ambiente hospitalar. Diversos fatores cotidianos, tratamentos médicos, condições de saúde e características pessoais contribuem para o aumento do risco. Por exemplo, uma viagem longa pode ser considerada segura para uma pessoa saudável, mas quando combinada com fatores como obesidade, cirurgia recente, uso de hormônios, gravidez, câncer, trombofilia ou histórico de trombose, o risco se eleva significativamente.
A imobilidade prolongada é um dos principais fatores que favorecem a estase do sangue nas veias das pernas. Com o aumento do tempo em que as pessoas permanecem sentadas devido ao trabalho remoto e longos deslocamentos, a preocupação com a trombose tem crescido. Entretanto, é importante evitar conclusões simplistas, pois não é garantido que ficar sentado por longos períodos resulte em trombose. Embora estudos mostrem resultados variados, pesquisas recentes indicam uma associação entre o sedentarismo e o aumento do risco.
Fatores como a obesidade, idade avançada, histórico pessoal ou familiar de trombose e alterações hereditárias da coagulação são elementos que devem ser considerados na avaliação do risco. Na maioria das vezes, não existe um único fator responsável, mas sim uma combinação deles que determina a necessidade de atenção.
Além disso, hormônios, gravidez, câncer e cirurgias também são fatores que agravam a situação. É fundamental que as pessoas conheçam seus próprios fatores de risco, pois isso pode ser uma ferramenta eficaz na prevenção. No Dia Mundial da Trombose de 2026, a mensagem reforça que esse entendimento é essencial para evitar a formação de coágulos.
A trombose não é uma condição exclusiva de quem está hospitalizado ou que passou um longo período sentado. O risco é altamente individual e resulta de uma combinação de fatores. Reconhecer esses fatores antes que o coágulo se forme é uma parte crucial da prevenção.